- O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) criticou o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, por ofensas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- O Itamaraty descreveu as declarações de Katz como “ofensas, inverdades e grosserias inaceitáveis”.
- O Brasil pediu responsabilidade sobre os ataques em Gaza que resultaram na morte de pelo menos 20 civis, incluindo jornalistas e trabalhadores humanitários.
- Katz acusou Lula de ser um “antissemita declarado” e de apoiar o Hamas, em resposta à retirada do Brasil da International Holocaust Remembrance Alliance (IHRA).
- A situação em Gaza se agrava, com a população enfrentando uma crise humanitária, e o Itamaraty pede uma investigação imparcial sobre os eventos recentes.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) criticou severamente o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, após este ter ofendido o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A troca de acusações ocorre em um contexto de crescente tensão nas relações diplomáticas entre os dois países, especialmente após o Brasil ter ignorado a indicação de um novo embaixador israelense.
Em nota divulgada nesta terça-feira, 26, o Itamaraty descreveu as declarações de Katz como “ofensas, inverdades e grosserias inaceitáveis”. O ministério pediu que o ministro israelense se concentre em apurar a verdade sobre o ataque ao hospital Nasser, em Gaza, que resultou na morte de pelo menos 20 civis, incluindo jornalistas e trabalhadores humanitários.
Acusações e Responsabilidades
Katz, por sua vez, acusou Lula de ser um “antissemita declarado” e de apoiar o Hamas, em resposta à retirada do Brasil da IHRA, um organismo internacional que combate o antissemitismo. Ele afirmou que o presidente brasileiro só deixará de ser considerado persona non grata em Israel se pedir desculpas por supostamente desrespeitar a memória do Holocausto.
O Itamaraty também ressaltou que Israel está sob investigação da Corte Internacional de Justiça por possíveis violações da Convenção para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio. Dados alarmantes indicam que as operações militares israelenses em Gaza resultaram na morte de 62.744 palestinos, sendo um terço mulheres e crianças.
Crise Humanitária e Repercussões
A situação em Gaza se agrava, com a população enfrentando uma política de fome como arma de guerra. O Itamaraty reafirma a necessidade de uma investigação imparcial sobre os recentes eventos, enquanto a comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos desse conflito. A tensão entre Brasil e Israel continua a gerar repercussões significativas nas relações internacionais e na opinião pública.
Entre na conversa da comunidade