- Luíza Brunet participou de um debate no Senado Federal sobre o aumento dos feminicídios no Brasil.
- A ativista destacou os impactos da violência psicológica, que muitas vezes é subestimada em relação às agressões físicas.
- A senadora Leila Barros apresentou dados do Mapa Nacional da Violência de Gênero, que registrou 718 feminicídios entre janeiro e junho de 2023.
- A senadora Soraya Thronicke criticou a falta de ação legislativa e a baixa presença de parlamentares homens na discussão.
- Brunet, que é ativista desde 2016 após ser vítima de violência doméstica, enfatizou a urgência de soluções eficazes para combater a violência contra a mulher.
A ativista e modelo Luíza Brunet participou de um debate no Senado Federal nesta terça-feira, focando no aumento alarmante dos feminicídios no Brasil. Desde 2016, Brunet se dedica à luta contra a violência de gênero, e durante sua fala, enfatizou os impactos da violência psicológica, frequentemente menosprezada em comparação às agressões físicas.
Brunet mencionou casos recentes de violência extrema, como o de uma mulher agredida com 60 socos pelo namorado, mas ressaltou que a violência psicológica é igualmente devastadora. Esse tipo de violência diminui a mulher e a aprisiona, levando-a a aceitar abusos futuros. A ativista alertou que, se o ciclo de violência não for interrompido nos estágios iniciais, pode resultar em feminicídio.
O debate foi proposto pela senadora Leila Barros (PDT-DF) em alusão ao Agosto Lilás, campanha de conscientização sobre a violência contra a mulher. Barros apresentou dados do Mapa Nacional da Violência de Gênero, que registrou 718 feminicídios entre janeiro e junho de 2023. A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MT) criticou a falta de ação legislativa e a escassa presença de parlamentares homens na sessão, destacando a necessidade de priorizar projetos de lei que abordem a violência contra a mulher.
Brunet, que se tornou ativista após ser vítima de violência doméstica, expressou sua preocupação com o aumento da violência contra as mulheres e a urgência de encontrar soluções eficazes. Encontros como o de hoje são essenciais para discutir e propor ideias que possam realmente fazer a diferença na luta contra essa triste realidade.
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