- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, promoveu o embaixador na Colômbia, Carlos Eduardo Martínez Mendoza, ao cargo de general da reserva ativa da Força Armada Nacional Bolivariana em cerimônia no dia 24.
- Maduro enviou 15 mil militares para a fronteira com a Colômbia como parte de uma estratégia de segurança.
- O ministro do Interior, Diosdado Cabello, pediu ao governo colombiano que intensifique ações para garantir a paz na região.
- Os Estados Unidos aumentaram a recompensa por informações sobre Maduro para US$ 50 milhões e mobilizaram forças na área, incluindo três contratorpedeiros e um avião de vigilância Poseidon P-8.
- Maduro também mobilizou 4,5 milhões de milicianos chavistas em resposta à ameaça percebida dos EUA, que são acusados de tentar desestabilizar a Venezuela.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, promoveu o embaixador na Colômbia, Carlos Eduardo Martínez Mendoza, ao cargo de general da reserva ativa da Força Armada Nacional Bolivariana. A cerimônia ocorreu no último domingo, 24, e contou com a presença de figuras importantes do governo, como a vice-presidente Delcy Rodríguez e o ministro da Defesa Vladimir Padrino. Essa decisão surge em um contexto de crescente tensão com os Estados Unidos, que recentemente aumentaram a recompensa por informações sobre Maduro para US$ 50 milhões.
Como parte de uma estratégia de segurança nas fronteiras, Maduro ordenou o envio de 15 mil militares para a divisa com a Colômbia. O ministro do Interior, Diosdado Cabello, pediu ao governo colombiano que intensifique suas ações para garantir a paz na região. Em resposta, os EUA estão mobilizando forças na área, incluindo três contratorpedeiros e um avião de vigilância Poseidon P-8, que operam em busca de semissubmersíveis usados por cartéis de narcotráfico.
Mobilização Militar e Reforço de Segurança
Além do deslocamento militar, Maduro mobilizou 4,5 milhões de milicianos chavistas em todo o país. Essa ação foi apresentada como uma medida de segurança diante da ameaça percebida dos EUA, que, segundo o líder venezuelano, busca desestabilizar a nação. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que os Estados Unidos usarão “toda a força” contra o regime chavista.
A situação na região se intensificou com a apreensão de US$ 700 milhões em ativos relacionados a Maduro, que é acusado de vínculos com grupos criminosos, como o Tren de Aragua e o Cartel de Sinaloa. As tensões entre os dois países refletem um cenário complexo, onde a segurança e o combate ao narcotráfico se entrelaçam com questões políticas e diplomáticas.
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