- A Marinha do Brasil avançou nas negociações para adquirir o HMS Bulwark, um navio de guerra britânico.
- A assinatura do contrato está prevista para setembro de 2025.
- Quarenta e oito militares brasileiros viajarão à Inglaterra para treinamento e acompanhamento das obras de revitalização do navio, que está em Plymouth.
- O HMS Bulwark, com 176 metros de comprimento, pode transportar até 710 militares e operar duas aeronaves de grande porte.
- O valor da venda é de aproximadamente 20 milhões de libras (R$ 145 milhões), uma fração do que o Reino Unido investiu em reformas nos últimos anos.
A Marinha do Brasil avançou nas negociações para a aquisição do HMS Bulwark, um navio de guerra britânico. A assinatura do contrato está prevista para setembro, enquanto 48 militares brasileiros viajarão à Inglaterra para treinamento e acompanhamento das obras de revitalização da embarcação, que está em Plymouth. Em novembro, outros 44 militares também serão capacitados para operar o navio.
O HMS Bulwark, classificado como um navio doca-multipropósito, possui 176 metros de comprimento e capacidade para 290 tripulantes, além de poder transportar até 710 militares. O convés de voo do navio pode operar até duas aeronaves de grande porte. A Marinha do Brasil destacou que a embarcação será fundamental para as missões operativas na defesa da Amazônia Azul, além de ser utilizada em ações humanitárias e de resposta a desastres naturais.
As negociações para a compra do Bulwark já haviam sido confirmadas anteriormente, gerando controvérsias no parlamento britânico. O valor da venda gira em torno de 20 milhões de libras (aproximadamente R$ 145 milhões), uma fração do que o Reino Unido investiu em reformas nos últimos anos. O parlamentar Mark Francois, do Partido Conservador, criticou a decisão de desativar os navios, considerando-a um erro estratégico e financeiro.
A atual ministra da Indústria de Defesa do Reino Unido, Maria Eagle, informou que o Albion e o Bulwark custaram cerca de £132,7 milhões (R$ 966 milhões) em reformas desde 2010. Em novembro de 2024, o Secretário de Defesa britânico anunciou a desativação dos navios, que já estavam fora de operação e geravam custos anuais de R$ 65 milhões ao governo.
Entre na conversa da comunidade