- O governo da Argentina declarou o Cartel de los Soles, vinculado à Venezuela, como uma organização terrorista.
- A decisão foi anunciada em 26 de agosto e segue a linha dos Estados Unidos, que também acusam o presidente Nicolás Maduro de liderar o grupo.
- A Casa Branca oferece uma recompensa de $ 50 milhões por informações que levem à captura de Maduro.
- A oposição venezuelana, liderada por María Corina Machado, elogiou a medida e agradeceu ao presidente argentino, Javier Milei.
- Os Estados Unidos aumentaram a presença militar na costa venezuelana, com navios de guerra e aeronaves, para combater o tráfico de drogas.
O governo da Argentina declarou, nesta terça-feira, 26, o Cartel de los Soles, vinculado à Venezuela, como uma organização terrorista. A decisão segue a linha dos Estados Unidos, que também acusam o presidente Nicolás Maduro de liderar o grupo criminoso. A Casa Branca oferece uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à captura de Maduro.
O Ministério das Relações Exteriores argentino anunciou que a inclusão do Cartel de los Soles no Registro Público de Pessoas e Entidades Vinculadas a Atos de Terrorismo e seu Financiamento (RePET) é baseada em relatórios oficiais que confirmam atividades ilícitas, como tráfico de drogas e contrabando. A medida visa fortalecer os mecanismos de combate ao terrorismo e ao crime organizado, reafirmando o compromisso da Argentina com a paz e a justiça.
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, celebrou a decisão e agradeceu ao presidente argentino, Javier Milei, pelo apoio à luta pela liberdade na Venezuela. Em suas redes sociais, Machado destacou a bravura do povo venezuelano diante do que chamou de regime narcoterrorista.
Reação Internacional
A declaração argentina ocorre em um contexto de crescente tensão na região. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, contestou a existência do Cartel de los Soles, afirmando que é uma “desculpa fictícia” utilizada pela extrema-direita. Em contrapartida, os EUA intensificaram sua presença militar na costa venezuelana, com a movimentação de navios de guerra e aeronaves de vigilância.
Os Estados Unidos, por meio do secretário de Estado, Marco Rubio, reiteraram as acusações contra Maduro, que inclui ligações com grupos criminosos como o Tren de Aragua e o Cartel de Sinaloa. Recentemente, a secretária de Justiça dos EUA, Pam Bondi, anunciou a apreensão de US$ 700 milhões em ativos relacionados ao líder venezuelano.
A presença militar americana na região inclui o destróier USS Lake Erin e o submarino USS Newport News, que se juntam a outros navios e aeronaves em operações de vigilância e potencial ataque. As ações visam combater o tráfico de drogas que, segundo as autoridades, é facilitado por semissubmersíveis utilizados para transportar entorpecentes para os Estados Unidos.
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