- As autoridades japonesas pediram desculpas formais pela acusação errônea contra Shizuo Aishima, ex-executivo de uma empresa de máquinas industriais.
- Aishima foi preso em março de 2020 por supostas exportações ilegais e faleceu em fevereiro de 2021, antes da retirada das acusações.
- Durante a cerimônia no cemitério de Yokohama, representantes do governo ofereceram flores ao seu túmulo.
- Um tribunal de Tóquio determinou que as acusações eram ilegais e ordenou uma compensação de 166 milhões de ienes (aproximadamente 1,12 milhão de dólares).
- A família de Aishima criticou a leveza das punições e expressou insatisfação com a falta de clareza sobre as causas da acusação injusta.
As autoridades japonesas realizaram um pedido formal de desculpas pela acusação errônea contra Shizuo Aishima, ex-executivo de uma empresa de máquinas industriais, que foi preso em março de 2020 por supostas exportações ilegais. Aishima faleceu em fevereiro de 2021, antes que as acusações fossem retiradas.
Na cerimônia, realizada no cemitério de Yokohama, representantes do governo ofereceram flores ao túmulo de Aishima. O promotor Hiroshi Ichikawa reconheceu a violação dos direitos humanos ao solicitar a detenção do empresário e ao rejeitar indevidamente seus pedidos de fiança. Aishima teve oito solicitações de fiança negadas, o que impediu seu acesso a tratamento médico adequado.
Em 2021, a empresa de Aishima processou o governo, e um tribunal de Tóquio determinou que as acusações eram ilegais, ordenando uma compensação de 166 milhões de ienes (aproximadamente 1,12 milhão de dólares). A família de Aishima, presente na cerimônia, expressou insatisfação com a leveza das punições recomendadas e afirmou que não poderia perdoar os responsáveis pela acusação.
As acusações contra Aishima e outros executivos estavam relacionadas à exportação de secadores de spray, equipamentos que podem ser utilizados em aplicações militares. A empresa defendeu que suas operações não estavam sujeitas a restrições de exportação. Apesar da retirada das acusações em julho de 2021, as investigações sobre a origem do erro continuam, mas a família critica a falta de clareza sobre as causas reais da acusação injusta.
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