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PT, PV e PCdoB abandonam blocão de Motta após atropelo na CPMI

PT, PCdoB e PV abandonam blocão após derrota na CPMI do INSS, evidenciando fragilidade na base governista e desafios políticos do governo Lula

Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS - 2025 (CPMI - INSS) realiza reunião para instalação e eleição da comissão. O objetivo da comissão é investigar fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), envolvendo descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas. A CMPI é formada por senadores e deputados, num total de 32 titulares e igual número de suplentes. Mesa: senador Rogerio Marinho (PL-RN); presidente da CPMI - INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG); deputado Duarte Jr. (PSB-MA); senador Jorge Seif (PL-SC). (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado/Divulgação)
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  • O PT, PCdoB e PV anunciaram sua saída do blocão liderado por Hugo Motta após a derrota na eleição da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
  • A decisão foi publicada no Diário Oficial da Câmara em 26 de setembro.
  • A oposição elegeu Carlos Viana como presidente da CPMI, derrotando Omar Aziz, aliado do governo.
  • A ausência de deputados da base governista foi decisiva para a vitória da oposição, que contou com votos de parlamentares do PL.
  • O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, admitiu falhas na articulação política e a saída dos partidos reflete uma estratégia para evitar novos reveses.

A derrota do governo Lula na eleição da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS levou o PT, PCdoB e PV a se retirarem do blocão liderado por Hugo Motta. A decisão foi oficializada no Diário Oficial da Câmara nesta terça-feira, 26 de setembro.

Na votação da semana passada, a oposição elegeu Carlos Viana como presidente da CPMI, derrotando Omar Aziz, aliado do governo. A ausência de deputados da base governista foi crucial para a vitória da oposição, que contou com votos de parlamentares do PL, que substituíram os ausentes. Essa manobra foi possível devido a uma brecha regimental que permitiu a troca de votos entre adversários no mesmo bloco.

O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, reconheceu falhas na estratégia de articulação política, afirmando que o governo “subestimou o adversário”. A composição do blocão, que incluía partidos de diversas correntes, foi vista como um fator que contribuiu para a derrota. A saída do PT, PCdoB e PV reflete uma estratégia cautelosa para evitar novos reveses, especialmente após a vitória da oposição.

A situação evidencia os desafios que o governo Lula enfrenta na articulação política no Congresso, onde as alianças são fundamentais para a governabilidade. A manobra da oposição e a fragilidade da base aliada levantam questões sobre a capacidade do governo de manter sua agenda legislativa em meio a um cenário político conturbado.

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