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52% dos evangélicos se alinham à direita, revela pesquisa recente

Estudo revela que 52% dos evangélicos se alinham à direita e 92% compartilham fake news em grupos do WhatsApp, impactando eleições.

Os resultados apontam que 52% dos evangélicos se identificam com a direita, contra apenas 18% que se declaram de esquerda. (Foto: Reprodução redes sociais)
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  • Um estudo revela que cinquenta e dois por cento dos evangélicos no Brasil se identificam com a direita política.
  • Noventa e dois por cento dos evangélicos participam de grupos religiosos no WhatsApp, onde circulam informações políticas e fake news.
  • Apenas dezoito por cento dos evangélicos se declaram de esquerda, contrastando com trinta e quatro por cento da população geral que se identifica à direita.
  • Durante as eleições de dois mil e vinte e dois, cinquenta por cento dos evangélicos acreditaram em narrativas de fraude nas urnas.
  • A pesquisa indica que a disseminação de fake news entre evangélicos é uma estratégia política que utiliza valores religiosos para legitimar práticas autoritárias.

Os evangélicos no Brasil têm se mostrado cada vez mais alinhados à direita política, com 52% se identificando com essa vertente. Um estudo recente, publicado na Revista Mexicana de Opinión Pública, revela que 92% dos evangélicos participam de grupos religiosos no WhatsApp, onde circulam informações políticas e, frequentemente, fake news.

Os dados indicam que apenas 18% dos evangélicos se declaram de esquerda, contrastando com 34% da população geral que se identifica à direita. Essa diferença destaca a importância do voto evangélico nas eleições, especialmente nas vitórias da direita nos últimos anos. O uso do WhatsApp como canal de comunicação política é significativo, com 92% dos evangélicos utilizando a plataforma, em comparação a 71% dos católicos e 57% dos espíritas.

Durante as eleições de 2022, a disseminação de fake news teve um impacto notável. 50% dos evangélicos acreditaram em narrativas de fraude nas urnas, enquanto esse número foi de 36% entre outros grupos religiosos. Além disso, 31% acreditaram que Lula fecharia igrejas, mesmo que apenas 28% tenham recebido essa informação. O estudo sugere que a crença muitas vezes supera a evidência.

Teologias e Política

A pesquisa também aborda a influência de teologias que promovem a ideia de uma batalha entre o bem e o mal. Embora apenas 21% dos entrevistados conheçam a Teologia do Domínio, 86% acreditam em uma guerra espiritual. O pastor Marcos Soares Gonçalves, presidente do Conselho Nacional Cristão de Participação Política, observa que a relação entre fé e política mudou ao longo do tempo, com os evangélicos se afastando de uma postura de apoliticidade.

Por outro lado, o pastor Gustavo Knauer critica a interpretação acadêmica sobre o tema, afirmando que a narrativa de uma extrema direita evangélica é uma estratégia comunista. Para ele, o movimento evangélico é altamente engajado nas redes sociais, o que resulta em uma maior circulação de informações, sejam elas verdadeiras ou falsas.

Desafios para a Democracia

O estudo conclui que a disseminação de fake news entre evangélicos não é apenas um problema informativo, mas uma estratégia política que utiliza valores religiosos para legitimar práticas autoritárias. A relação entre religião e política no Brasil, que se intensificou desde a Constituinte de 1987, continua a moldar o cenário eleitoral. A presença evangélica, especialmente em grupos como o Partido Liberal, permanece forte, mesmo após a inelegibilidade do ex-presidente Bolsonaro.

A pesquisa, que utilizou dados da ABRAPEL, IPESPE e UFRJ, alerta que a influência da religião na política brasileira deve continuar a ser um fator determinante nas próximas eleições.

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