- Três senadores aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva planejam deixar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
- A saída ocorre após a oposição conquistar a presidência e a relatoria da CPMI, que investiga fraudes nas aposentadorias e pensões.
- O senador Otto Alencar foi o primeiro a solicitar a saída, sendo substituído pela senadora Augusta Brito. Omar Aziz e Renan Calheiros também devem deixar a comissão.
- Aliados do governo temem desgastes políticos e foram orientados a garantir presença nas votações, com cancelamento de viagens e adiamentos de procedimentos médicos.
- A CPMI pode funcionar por até seis meses e representa um risco à popularidade do governo Lula, que busca proteger o presidente das investigações.
Ao menos três senadores aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planejam deixar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A decisão ocorre após a oposição conquistar a presidência e a relatoria do colegiado, que investiga fraudes nas aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social.
O senador Otto Alencar (PSD-BA) foi o primeiro a solicitar a saída, sendo substituído pela senadora Augusta Brito (PT-CE). A expectativa é que Omar Aziz (PSD-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL) sigam o mesmo caminho. Nos bastidores, os senadores consideram o ambiente da CPMI “totalmente imprevisível”, temendo as consequências das quebras de sigilo.
Em ano pré-eleitoral, a preocupação com a imagem política é alta. Aliados do governo reconhecem que defender Lula na CPMI pode resultar em desgaste, levando a uma estratégia de blindagem. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) foi designado para coordenar a ação da base aliada, enquanto a ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, orientou os parlamentares a não se ausentarem das votações.
Estratégia do Governo
Após a derrota na eleição do presidente e relator da CPMI, o governo intensificou a articulação para garantir a presença de seus membros. A orientação inclui o cancelamento de viagens e adiamentos de procedimentos médicos para assegurar a participação nas votações. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), admitiu falhas na articulação, que resultaram em um “apagão de articulação” durante a instalação do colegiado.
A CPMI do INSS pode funcionar por até seis meses e representa um risco significativo para a popularidade do governo Lula. Com isso, o PT busca proteger o presidente das investigações sobre irregularidades nas aposentadorias, enquanto tenta manter uma base sólida nas votações.
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