- Pedro Almodóvar pediu ao governo da Espanha, liderado por Pedro Sánchez, que rompa relações diplomáticas e comerciais com Israel.
- O cineasta denunciou o que considera um “genocídio” em Gaza em um vídeo publicado em sua conta no Instagram.
- Almodóvar já havia se manifestado anteriormente sobre o conflito, assinando uma carta durante o Festival de Cannes.
- O primeiro-ministro espanhol também qualificou a situação em Gaza como “genocídio”, um termo raro entre líderes internacionais.
- O cineasta solicitou que o governo convença aliados europeus a adotar uma postura semelhante em relação às ações israelenses.
Pedro Almodóvar, renomado cineasta espanhol, fez um apelo ao governo de Pedro Sánchez nesta quarta-feira, 27, pedindo o rompimento de relações diplomáticas e comerciais com Israel. Em um vídeo divulgado na conta do Instagram de sua produtora, El Deseo, Almodóvar denunciou o que considera um “genocídio” em Gaza, ressaltando que a comunidade internacional assiste passivamente à tragédia.
O diretor de filmes icônicos como “Tudo Sobre Minha Mãe” e “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos” já havia se manifestado anteriormente sobre o conflito, ao assinar uma carta durante o Festival de Cannes, onde artistas criticaram o silêncio global sobre a situação em Gaza. “Peço ao nosso governo que rompa relações de todo tipo com o Estado de Israel em repulsa ao genocídio que está cometendo”, afirmou Almodóvar, enfatizando a necessidade de ações concretas.
Contexto Atual
A declaração do cineasta surge em um momento crítico, onde o governo espanhol se posiciona como uma das vozes mais críticas na Europa em relação aos ataques israelenses. O primeiro-ministro Sánchez já qualificou a situação em Gaza como “genocídio”, um termo raramente utilizado por líderes internacionais. Desde o ataque do Hamas em 7 de outubro, que resultou na morte de 1.219 israelenses, a campanha de represálias de Israel causou a morte de pelo menos 62.819 pessoas em Gaza, a maioria civis, segundo dados do Ministério da Saúde local.
Almodóvar pediu que o governo espanhol convença seus aliados europeus a adotarem uma postura semelhante, unindo-se ao repúdio às ações israelenses. O cineasta se junta a um crescente movimento de protestos e manifestações em várias partes do mundo, onde artistas e ativistas clamam por uma resposta mais firme à crise humanitária em Gaza.
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