- Karina Aylin Rayol Barbosa, única brasileira viva que se juntou ao Estado Islâmico, foi repatriada ao Brasil em 27 de setembro de 2025.
- Ela chegou ao Aeroporto de Guarulhos acompanhada de seu filho e agentes da Polícia Federal.
- Karina, que deixou o Brasil em abril de 2016 após se converter ao islamismo, viveu em Raqqa, na Síria, durante o auge do grupo.
- Após ser presa em 2019, ela ficou em campos de prisioneiros e tentou escapar várias vezes, sendo recapturada.
- Ao retornar, será monitorada pela Polícia Federal, embora não tenha sido acusada de terrorismo no Brasil.
Karina Aylin Rayol Barbosa, a única brasileira viva que se juntou ao Estado Islâmico, foi repatriada ao Brasil em 27 de setembro de 2025. Após anos presa em campos de prisioneiros na Síria, ela chegou ao Aeroporto de Guarulhos acompanhada de seu filho de sete anos e agentes da Polícia Federal.
Karina, de 28 anos, deixou o Brasil em abril de 2016, após se converter ao islamismo. Ela partiu de Belém, onde estudava jornalismo, e se uniu ao Estado Islâmico durante seu auge, vivendo principalmente em Raqqa, a capital simbólica do grupo. A jovem foi atraída pela propaganda do EI e, segundo a família, por uma rede de aliciadores que atuava em mesquitas e na internet.
Após a queda de Raqqa em 2017, Karina fugiu para o Vale do Eufrates e acabou presa pelos curdos em 2019, sendo enviada ao campo de Al-Hol, que abrigava dezenas de milhares de mulheres e crianças ligadas ao grupo. Ela tentou escapar várias vezes, mas foi recapturada, incluindo uma tentativa em setembro de 2024, quando foi detida antes de cruzar para uma área sob controle do EI.
A repatriação de Karina foi um processo longo. Desde 2019, sua família buscava apoio do governo brasileiro, que inicialmente não ofereceu assistência. A Defensoria Pública da União entrou com uma ação judicial para garantir a repatriação, argumentando que Karina e seu filho tinham direito à assistência como cidadãos brasileiros.
Ao retornar, Karina foi ouvida por um delegado da Polícia Federal e será monitorada pelas autoridades. Embora não tenha sido acusada de terrorismo no Brasil, sua situação será acompanhada por agências de inteligência. A jovem agora tem a oportunidade de recomeçar sua vida em São Paulo, após anos de experiências traumáticas e desafios no Oriente Médio.
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