- O Buraco do Lume, na Praça Mário Lago, no Centro do Rio de Janeiro, será transformado em um prédio residencial de 24 andares.
- A autorização para a construção foi concedida em julho de 2023, após mais de 55 anos de inatividade no local.
- O espaço, que já foi palco de tentativas de construção na década de 1970, se tornou uma praça e um ponto de encontro político.
- O novo empreendimento terá 720 apartamentos e cinco lojas comerciais, mas gerou polêmica entre empresários e defensores da preservação do espaço.
- A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro revogou o tombamento do local em dezembro de 2022, o que gerou críticas sobre interesses especulativos.
O Buraco do Lume, localizado na Praça Mário Lago, no Centro do Rio de Janeiro, será transformado em um prédio residencial de 24 andares. A autorização para a construção foi concedida em julho de 2023, após mais de 55 anos de inatividade no local, que já foi palco de tentativas frustradas de construção.
Historicamente, o espaço foi escavado na década de 1970 pela Lume Empresarial, que planejava erguer um edifício de grande porte. Com a falência da empresa, o local ficou abandonado e foi urbanizado, tornando-se uma praça que, ao longo dos anos, se tornou um ponto de encontro para políticos de esquerda. O espaço já foi conhecido como Melvin Jones, mas foi renomeado em homenagem ao artista Mário Lago nos anos 1990.
A nova construção, que prevê 720 apartamentos e cinco lojas comerciais, gerou polêmica entre empresários e defensores da preservação do espaço. O Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro e o Clube de Diretores Lojistas enviaram uma carta ao prefeito Eduardo Paes, solicitando a preservação do Buraco do Lume. As entidades destacaram os impactos negativos que a construção poderia causar, incluindo prejuízos históricos e culturais.
Preservação e Controvérsias
Em dezembro de 2022, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) revogou o tombamento do local, o que gerou críticas de parlamentares de partidos de esquerda, que alegaram haver interesses especulativos por trás da decisão. Atualmente, um decreto de 1986 ainda protege a área, mas a nova autorização foi baseada na legislação do Reviver Centro, que visa aumentar a população na região.
O arquiteto Fernando Costa, responsável pelo projeto, revelou que os apartamentos terão entre 25 e 35 metros quadrados e não contarão com garagem. O empreendimento incluirá um terraço com área gourmet, piscina e vista para a Baía de Guanabara, além de espaço para bicicletas e uma academia no térreo. A construção promete ser uma âncora para o desenvolvimento do bairro, mas a controvérsia sobre a preservação do espaço histórico continua a polarizar opiniões.
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