- A pressão pela aprovação da PEC da blindagem aumenta na Câmara dos Deputados, com a oposição e o Centrão acreditando ter 360 votos a favor.
- A proposta visa limitar o Judiciário em decisões que impactem parlamentares, garantindo que o Congresso tenha a palavra final em medidas restritivas e prisões.
- Também está em discussão a nova faixa de isenção do Imposto de Renda, que eleva a isenção para quem ganha até R$ 5 mil.
- O governo enfrenta riscos de não conseguir compensar a perda de arrecadação, que pode chegar a R$ 26 bilhões, o que pode afetar programas sociais.
- A votação está marcada para quarta-feira (27), e a situação pode ser tensa, com a possibilidade de surpresas na votação do Imposto de Renda.
A pressão pela aprovação da PEC da blindagem cresce na Câmara dos Deputados, com a oposição e o Centrão acreditando ter 360 votos a favor, superando o mínimo de 308 necessário. A proposta visa restringir o Judiciário em decisões que afetem parlamentares, permitindo que o Congresso tenha a palavra final em medidas restritivas e prisões.
Além disso, a discussão sobre a nova faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) também está em pauta. O governo enfrenta riscos de não conseguir compensar a perda de arrecadação, que pode chegar a R$ 26 bilhões. A proposta, que eleva a isenção para quem ganha até R$ 5 mil, é uma promessa de campanha do presidente Lula e gera repercussões eleitorais significativas.
O Centrão pressiona deputados contrários à blindagem, sugerindo que aprovem a isenção sem compensação. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, alertou sobre o risco de não haver a compensação já negociada, o que poderia comprometer programas sociais e a manutenção da máquina pública.
Parlamentares da base governista articulam uma resposta, defendendo a necessidade de taxar os mais ricos para cobrir o rombo nas contas. Essa estratégia visa criar um discurso de “justiça tributária”, contrapondo os interesses do Centrão, que se opõe a aumentar a carga sobre os mais abastados.
A votação, marcada para quarta-feira (27), pode surpreender o governo, especialmente se a oposição conseguir articular uma estratégia semelhante à que derrubou o comando da CPI mista do INSS. A expectativa é de que a situação se desenrole de forma tensa, com a possibilidade de um “susto” de última hora na votação do IR.
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