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Chefe do Povo de Israel, condenado a 46 anos, morre de câncer em hospital privado

Líder da facção Povo de Israel, Avelino Gonçalves Lima, acumulou condenações e movimentou R$ 67 milhões em crimes antes de falecer.

Avelino Gonçalves Lima, o Alvinho, era chefe do Povo de Israel (Foto: Reprodução)
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  • Avelino Gonçalves Lima, conhecido como Alvinho, chefe da facção Povo de Israel (PVI), faleceu de câncer aos 54 anos em um hospital no Grajaú, Zona Norte do Rio de Janeiro.
  • Ele estava cumprindo uma pena de 46 anos por homicídio, roubo e estupro, e foi condenado por envolvimento em extorsões que movimentaram R$ 67 milhões.
  • Alvinho foi preso pela primeira vez em 1999 e, após obter autorização para visitas familiares em 2007, não retornou, sendo recapturado em 2009.
  • A facção PVI é conhecida por ameaçar comerciantes e moradores, forçando transferências de dinheiro para contas de terceiros.
  • O Ministério Público do Rio solicitou o bloqueio de bens de 84 pessoas e cinco empresas suspeitas de lavar dinheiro para a facção.

O chefe da facção Povo de Israel (PVI), Avelino Gonçalves Lima, conhecido como Alvinho, faleceu de câncer na última quinta-feira, aos 54 anos. Ele estava internado em um hospital particular no Grajaú, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Recentemente, a Justiça autorizou visitas de despedida, permitindo que ele ficasse sem algemas.

Alvinho foi condenado a 46 anos de prisão por crimes como homicídio, roubo e estupro. Ele liderava uma organização criminosa envolvida em extorsões, incluindo o golpe do falso sequestro, e foi preso pela primeira vez em 1999. Em 2007, obteve autorização para visitas familiares, mas não retornou, sendo recapturado dois anos depois.

Atividades Criminosas

O PVI é conhecido por ameaçar comerciantes e moradores em áreas dominadas por outras facções. As vítimas são forçadas a transferir dinheiro para contas de terceiros, que repassam os valores conforme as ordens da liderança do grupo. Investigações da Polícia Civil revelaram que a facção movimentou cerca de R$ 67 milhões em dois anos com golpes por telefone.

Alvinho também era acusado de ser o mandante de uma rebelião em 2018, que resultou na morte de um detento. A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) suspeitava de seu envolvimento em assassinatos de presos em 2022, após descobrir que eles planejavam sequestrar a filha de uma liderança do PVI.

Consequências Legais

Em junho de 2023, Alvinho foi transferido para o sistema penitenciário federal, mas retornou ao Rio em agosto, sendo levado para a Cadeia Pública José Antônio de Costa Barros. Ele acumulava nove anotações criminais e respondia a 13 processos disciplinares. O Ministério Público do Rio solicitou o bloqueio de bens de 84 pessoas e cinco empresas suspeitas de lavar dinheiro para a facção, que utilizava empresas para ocultar recursos ilícitos.

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