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China tenta influenciar voto da diáspora nas eleições de Nova York

Clubes sociais chineses em Nova York influenciam eleições locais, apoiando candidatos alinhados a Pequim e sabotando opositores ao regime

Bandeiras da China e dos Estados Unidos hasteadas em frente à Associação Beneficente Fukien, grupo comunitário no bairro de Chinatown, em Manhattan, em 23 de julho. Consulado Chinês mobilizou grupos comunitários para derrotar candidatos que se opõem ao governo chinês (Foto: Shuran Huang/NYT)
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  • Clubes sociais chineses em Nova York têm influenciado as eleições locais, apoiando candidatos alinhados ao regime de Pequim e minando opositores.
  • Um relatório do New York Times revela que essas organizações, muitas vezes isentas de impostos, atuam como ferramentas do consulado chinês.
  • Mais de cinquenta associações ligadas a Pequim mobilizaram recursos para apoiar candidatos nos últimos cinco anos, desafiando leis que proíbem instituições de caridade de se envolverem em política.
  • Casos de sabotagem a candidatos, como o ex-capelão do Exército Yan Xiong e a senadora Iwen Chu, evidenciam a interferência chinesa nas eleições.
  • O consulado chinês nega envolvimento em atividades eleitorais, mas líderes de associações têm demonstrado lealdade à política de Pequim.

Em Nova York, clubes sociais chineses têm exercido uma influência significativa nas eleições locais, minando candidaturas de opositores ao regime de Pequim. Um recente relatório do New York Times destaca como essas organizações, muitas vezes isentas de impostos, atuam como ferramentas do consulado chinês, apoiando candidatos alinhados ao governo e sabotando aqueles que se opõem ao regime.

Esses clubes, conhecidos como associações de conterrâneos, têm uma longa história, mas muitos surgiram na última década. Eles acolhem imigrantes, organizam eventos sociais e, segundo fontes, têm sido usados para intimidar políticos que apoiam Taiwan ou criticam o governo chinês. A pesquisa revelou que mais de 50 organizações ligadas a Pequim mobilizaram recursos para apoiar candidatos nos últimos cinco anos, desafiando as leis que proíbem instituições de caridade de se envolverem em atividades políticas.

A interferência chinesa nas eleições de Nova York se intensificou, com casos documentados de sabotagem a candidatos. Um exemplo é o ex-capelão do Exército Yan Xiong, que, após criticar o regime, enfrentou um plano de desmoralização orquestrado por agentes chineses. Além disso, a senadora Iwen Chu, após participar de um evento com a presidente de Taiwan, viu seu apoio desmoronar, resultando em sua derrota nas eleições.

A situação é complexa, pois muitos políticos buscam o apoio dessas associações, que, em troca, recebem recursos e visibilidade. O prefeito Eric Adams, por exemplo, garantiu apoio de várias dessas organizações em sua campanha de reeleição, apesar de investigações sobre possíveis vínculos com a influência chinesa. A presença de mais de 600 mil pessoas de origem chinesa na cidade torna essa dinâmica ainda mais relevante.

O consulado chinês nega qualquer envolvimento em atividades eleitorais, afirmando que suas interações são transparentes. No entanto, a evidência de juramentos de lealdade e apoio à política de Pequim por líderes de associações levanta questões sobre a verdadeira natureza dessas relações. A influência da China em Nova York exemplifica um esforço mais amplo para silenciar a dissidência e moldar a política local em favor de seus interesses.

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