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Comissão de Ética confirma punição a Milton Ribeiro por escândalo no MEC

Comissão de Ética Pública mantém censura a Milton Ribeiro por intermediação de interesses privados na gestão do MEC e escândalo de corrupção

Ex-ministro da Educação Milton Ribeiro — Foto: Cristiano Mariz/ Agência O GLOBO
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  • A Comissão de Ética Pública da Presidência manteve a censura ética a Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação.
  • A decisão ocorreu após a defesa de Ribeiro solicitar a reconsideração da punição, que foi rejeitada.
  • A censura foi aplicada devido à intermediação de interesses privados na gestão pública, relacionada ao escândalo do “gabinete paralelo do MEC”.
  • O relator do caso, Manoel Caetano, teve seu voto aprovado por maioria, com apenas um conselheiro se posicionando contra.
  • O episódio destaca preocupações sobre a transparência e a ética na gestão pública, especialmente em meio a denúncias de corrupção no Ministério da Educação.

A Comissão de Ética Pública da Presidência decidiu manter a censura ética imposta a Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação, em decorrência do escândalo do “gabinete paralelo do MEC”. A decisão foi tomada em reunião realizada nesta segunda-feira, após a defesa de Ribeiro solicitar a reconsideração da punição, que foi rejeitada.

A censura foi inicialmente aplicada em abril, com base na intermediação de interesses privados na gestão pública. O relator do caso, Manoel Caetano, teve seu voto aprovado por maioria, enquanto apenas o conselheiro Georghio Tomelin se posicionou contra. O episódio envolveu a influência de pastores que, sem vínculo oficial com o ministério, atuavam na liberação de recursos, incluindo acusações de pedidos de pagamentos em ouro para facilitar o acesso a verbas.

O processo já havia sido analisado anteriormente, com a censura sendo anulada em uma nova reunião após a defesa argumentar que não teve condições adequadas para defender Ribeiro. Contudo, a comissão decidiu reavaliar a situação, resultando na confirmação da punição em abril. A defesa alegou que o julgamento original estava previsto para julho, mas foi adiado devido a compromissos do advogado Daniel Bialski.

Esse desdobramento reforça as preocupações sobre a transparência e a ética na gestão pública, especialmente em um período marcado por denúncias de corrupção envolvendo o Ministério da Educação. A situação de Ribeiro continua a ser um ponto de atenção no cenário político brasileiro.

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