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Israel realiza operação militar na Cisjordânia e deixa 27 feridos em 10 horas

Operações militares israelenses em Nablus e Ramallah deixam 85 feridos, enquanto a situação humanitária em Gaza se agrava com milhares de deslocados

Soldados israelenses se posicionam durante uma operação em Nablus, na Cisjordânia ocupada, em 27 de agosto de 2025 (Foto: Jaafar Ashtiyeh / AFP)
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  • Forças armadas israelenses realizaram operações em Nablus e Ramallah, na Cisjordânia, resultando em 85 feridos.
  • Em Nablus, 27 palestinos foram feridos, enquanto em Ramallah, 58 pessoas, incluindo uma criança, ficaram feridas.
  • As operações incluíram a invasão de casas e a evacuação de famílias, com a maioria dos feridos em Nablus sofrendo por inalação de fumaça.
  • A Autoridade Nacional Palestina (ANP) condenou as ações israelenses, classificando-as como “atos criminosos de agressão” e pediu intervenção dos Estados Unidos.
  • A situação humanitária em Gaza permanece crítica, com cerca de 36 mil deslocados e 62.895 mortos desde o início da guerra em outubro de 2023.

As Forças Armadas de Israel realizaram uma operação militar em Nablus e Ramallah, na Cisjordânia, resultando em 85 feridos. Em Nablus, 27 palestinos foram atingidos, enquanto em Ramallah, 58 ficaram feridos, incluindo um menino de 13 anos. As operações ocorreram em meio a um aumento da violência na região desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023.

Na madrugada de quarta-feira, veículos militares invadiram Nablus, revistando casas e forçando a evacuação de famílias na área de Casbá. O Crescente Vermelho Palestino relatou que a maioria dos feridos em Nablus sofreu por inalação de fumaça. Atiradores de elite foram posicionados em telhados, e uma pessoa foi presa durante a operação. Em Ramallah, as forças israelenses invadiram uma casa de câmbio e detiveram ao menos três pessoas.

Condenação da ANP

A Autoridade Nacional Palestina (ANP) condenou as ações israelenses, classificando-as como “atos criminosos de agressão”. A ANP responsabilizou o governo de Israel e pediu intervenção dos Estados Unidos para acabar com os “crimes em curso”. O ex-diretor de comunicação da Organização para a Libertação da Palestina, Xavier Abu Eid, afirmou que essas operações são parte da rotina dos palestinos, ressaltando a intenção de Israel de reafirmar seu controle na região.

Situação Humanitária em Gaza

Paralelamente, a situação humanitária em Gaza continua crítica. O porta-voz do Exército de Israel, Avichay Adraee, afirmou que a evacuação da Cidade de Gaza é “inevitável”, pedindo que os moradores se desloquem para o sul. No entanto, muitos enfrentam dificuldades financeiras e logísticas para deixar a cidade. O custo médio para evacuação pode chegar a US$ 3,7 mil por família, um valor inatingível para a maioria.

Desde o início da guerra, cerca de 36 mil pessoas foram deslocadas em Gaza, com um total de 62.895 mortos registrados, segundo o Ministério da Saúde controlado pelo Hamas. Nas últimas 24 horas, 76 palestinos morreram, incluindo aqueles que buscavam ajuda humanitária e vítimas de desnutrição. A ONU reporta que a violência na Cisjordânia tem aumentado, com 671 palestinos mortos desde outubro, incluindo 129 crianças.

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