- A Justiça de São Paulo revogou a prisão preventiva de três pessoas ligadas ao caso de Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, delator do PCC assassinado no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
- Os liberados são Jackeline Leite Moreira, namorada de Kauê do Amaral Coelho, e os irmãos Matheus e Marcos Soares Brito, suspeitos de ajudar na fuga de Kauê, que continua foragido.
- A juíza Marcela Raia de Sant’Anna considerou a prisão ilegal por excesso de prazo e falta de provas novas.
- As medidas cautelares incluem proibição de contato entre os investigados e restrições de circulação na cidade de São Paulo, além de limitações de saída de casa aos finais de semana e à noite.
- Gritzbach, que acumulou fortuna no setor imobiliário e em criptomoedas, foi alvo de ameaças do PCC antes de ser assassinado.
A Justiça de São Paulo revogou, nesta terça-feira, 26, a prisão preventiva de três pessoas envolvidas no caso de Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, delator do PCC assassinado no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Os liberados são Jackeline Leite Moreira, namorada de Kauê do Amaral Coelho, e os irmãos Matheus e Marcos Soares Brito, suspeitos de ajudar na fuga de Kauê, que permanece foragido.
A juíza Marcela Raia de Sant’Anna considerou a prisão ilegal, citando excesso de prazo e falta de provas novas. As medidas cautelares impostas incluem a proibição de contato entre os investigados e a restrição de circulação na cidade de São Paulo, além de limitações de saída de casa aos finais de semana e à noite.
Gritzbach, que acumulou fortuna no setor imobiliário e em criptomoedas, foi alvo de ameaças do PCC por anos antes de ser morto. Em depoimentos, ele relatou sua trajetória profissional, que começou aos 15 anos, e sua ascensão na Porte Engenharia, onde chegou a receber R$ 25 mil mensais. Após deixar a empresa, Gritzbach fundou várias companhias, incluindo a SP Investimentos e Empreendimentos, com capital registrado de R$ 4 milhões.
As investigações indicam que a relação de Gritzbach com o PCC deteriorou-se após um suposto desvio de R$ 100 milhões que ele deveria investir em criptomoedas. Além disso, ele foi acusado pela facção pela morte de um membro em 2021, o que resultou em sua delação, onde denunciou conexões entre dirigentes de empresas de agenciamento de jogadores e o crime organizado.
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