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Justiça marroquina mantém ativista presa por exibição de lema polêmico

Ativista Ibtissam Betty Lachgar permanece presa e enfrenta risco de saúde grave, enquanto protestos se espalham pela Europa em apoio a ela

A ativista LGTBIQ marroquina Ibtissam Lachgar, detida por blasfêmia após mostrar em redes sociais uma foto em que veste uma camiseta com a inscrição: "Alá é lésbica". (Foto: Reprodução)
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  • Ibtissam Betty Lachgar, ativista feminista e LGTBIQ+, permanece em prisão preventiva após o tribunal de Rabat adiar sua audiência por uma semana.
  • A ativista foi detida por blasfêmia devido à publicação de uma imagem polêmica nas redes sociais.
  • Lachgar enfrenta problemas de saúde, incluindo câncer, e sua defesa solicitou liberdade provisória, citando a urgência de tratamento médico.
  • O tribunal foi criticado pela defesa, que alegou que o regime de isolamento prejudica o tratamento da ativista, que precisa de cirurgia em setembro.
  • O caso gerou protestos em várias cidades, com ativistas denunciando a recusa da liberdade provisória como uma violação dos direitos da acusada.

Ibtissam Betty Lachgar, ativista feminista e LGTBIQ+, permanece em prisão preventiva após um tribunal de Rabat adiar sua audiência por uma semana. A ativista, que enfrenta problemas de saúde, foi detida por blasfêmia após publicar uma imagem polêmica nas redes sociais.

A imagem, que mostra Lachgar usando uma camiseta com a frase “Alá é lesbiana”, gerou forte reação de setores conservadores da sociedade marroquina. A defesa solicitou a liberdade provisória, citando o agravamento da saúde da ativista, que luta contra o câncer e precisa de tratamento médico urgente.

A decisão do tribunal foi criticada por sua defesa, que argumentou que Lachgar está em regime de isolamento, o que prejudica seu tratamento. Além disso, a ativista deve passar por uma cirurgia em setembro, e a falta de atendimento adequado pode resultar na perda de sua mão esquerda.

O caso de Lachgar provocou protestos em várias cidades, incluindo Madrid e Barcelona, onde ativistas se manifestaram em apoio à sua causa. A dirigente da Associação Marroquina de Direitos Humanos, Jadiya Ryadi, denunciou a recusa da liberdade provisória, afirmando que isso reflete um espírito de vingança em vez de garantir os direitos da acusada.

Lachgar, fundadora do Movimento Alternativo para as Liberdades Individuais, já enfrentou polêmicas anteriormente, como um beijo coletivo em 2013. Sua detenção destaca a tensão entre a modernidade e a conservadorismo na sociedade marroquina, onde a homossexualidade é criminalizada e a liberdade de expressão é severamente limitada.

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