- A Microsoft demitiu os engenheiros de software Riki Fameli e Anna Hattle após um protesto em seu escritório.
- O protesto ocorreu na terça-feira, quando manifestantes invadiram o escritório do presidente Brad Smith.
- O grupo No Azure for Apartheid organizou a ação, exigindo o fim dos contratos da empresa com o governo israelense.
- Fameli e Hattle foram presos durante o incidente, que incluiu a transmissão ao vivo da ocupação.
- A Microsoft afirmou que as demissões foram resultado de “graves violações das políticas da empresa e do código de conduta”.
A Microsoft demitiu os engenheiros de software Riki Fameli e Anna Hattle após um protesto em seu escritório, onde exigiram o fim dos contratos da empresa com o governo israelense. O incidente ocorreu na terça-feira, quando um grupo de sete manifestantes invadiu o escritório do presidente Brad Smith, resultando em uma breve contenção da segurança no local.
Os protestos foram organizados pelo grupo No Azure for Apartheid, que critica a utilização da tecnologia da Microsoft em Israel. Durante a ação, os manifestantes transmitiram ao vivo a ocupação do escritório, o que culminou na prisão de Fameli e Hattle, além de outros ex-funcionários da empresa. Um porta-voz da Microsoft afirmou que as demissões ocorreram devido a “graves violações das políticas da empresa e do código de conduta”.
Contexto dos Protestos
As manifestações contra a Microsoft não são novas. Hattle já havia sido presa em protestos anteriores na sede da empresa, onde um grupo tentou ocupar uma praça, resultando em 20 detenções. Os ativistas expressam descontentamento com o tratamento de funcionários palestinos e a utilização da plataforma Azure para vigilância em áreas palestinas, conforme reportado por veículos de comunicação.
Após os protestos, Brad Smith convocou uma coletiva de imprensa emergencial, onde reafirmou o compromisso da Microsoft com os direitos humanos na região. Ele mencionou que a empresa está investigando o uso de sua tecnologia em Israel, mas condenou as ações dos manifestantes como inaceitáveis.
Repercussões e Tensão Interna
As demissões de Fameli e Hattle se somam a outras ações disciplinares recentes, evidenciando a crescente tensão entre a Microsoft e seus funcionários em relação a questões políticas. O grupo No Azure for Apartheid continua a pressionar a empresa, realizando protestos que se intensificam, incluindo ações em residências de executivos. A situação destaca um dilema significativo para a Microsoft, que busca equilibrar suas operações comerciais com as demandas sociais de seus colaboradores.
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