- O Ministério da Justiça lançou o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD) em 27 de agosto de 2025.
- O sistema já cadastrou automaticamente mais de 86,3 mil pessoas em 12 estados.
- O CNPD integra três bancos de dados: informações públicas, sigilosas e genéticas.
- Dados indicam que, no primeiro semestre de 2025, cerca de 220 pessoas desapareceram diariamente, totalizando 46.651 casos.
- O registro imediato de desaparecimentos é essencial para aumentar as chances de localização, especialmente no caso de crianças.
O Ministério da Justiça lançou, nesta quarta-feira (27), o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD), uma iniciativa que visa integrar dados de 12 estados para facilitar a busca por desaparecidos. Com a implementação do sistema, mais de 86,3 mil pessoas foram cadastradas automaticamente, permitindo um acesso mais ágil às informações.
O CNPD é composto por três bancos de dados: informações públicas, sigilosas e genéticas. A inserção de casos é feita automaticamente a partir de boletins de ocorrência registrados nas Polícias Civis. O sistema já está em operação em 12 estados, que se uniram para otimizar a busca por desaparecidos em todo o Brasil.
Dados Alarmantes
Dados recentes indicam que, no primeiro semestre de 2025, cerca de 220 pessoas desapareceram diariamente, totalizando 46.651 casos. Em 2024, esse número foi de 222 desaparecimentos diários. O portal do CNPD disponibiliza imagens e informações básicas sobre os desaparecidos, com a autorização das famílias e após análise das circunstâncias.
A consulta às informações pode ser feita por meio do portal do CNPD, onde também é possível visualizar banners de pessoas desaparecidas. A Polícia Civil é responsável por retirar esses banners quando uma pessoa é localizada, desde que a ocorrência de localização seja registrada. O Ministério da Justiça enfatiza a importância de registrar um boletim de ocorrência o mais rápido possível, sem a necessidade de aguardar 24 horas, especialmente no caso de crianças.
Prevenção e Orientações
Além disso, o ministério alerta sobre a divulgação de informações, recomendando que sejam utilizados apenas os contatos fornecidos pela polícia para evitar trotes e golpes. A iniciativa busca não apenas facilitar a localização de desaparecidos, mas também prevenir novos casos, especialmente entre crianças. O registro imediato de desaparecimentos é crucial para aumentar as chances de localização.
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