- O presidente da Câmara, Hugo Motta, pautou a votação da PEC das prerrogativas para esta quarta-feira, 27.
- A proposta é considerada um passo inicial para a anistia de condenados pela tentativa de golpe.
- Motta assumiu a presidência após um motim de deputados bolsonaristas, com um acordo entre líderes para garantir sua continuidade no cargo.
- A PEC é vista como parte do entendimento que possibilitou sua retomada do comando, apesar de Motta negar publicamente a existência de tal acordo.
- Após o julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal, apoiadores do ex-presidente planejam focar na anistia no Congresso.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, pautou a votação da PEC das prerrogativas, que será realizada nesta quarta-feira, 27. Essa proposta é considerada um passo inicial para a anistia de condenados pela tentativa de golpe, em meio a pressões de bolsonaristas e declarações do ministro Luis Roberto Barroso.
Após um motim de deputados bolsonaristas, Motta havia assumido a presidência da Câmara com um acordo entre líderes para um pacote que garantiria sua continuidade no cargo. Embora tenha negado publicamente a existência de um acordo, líderes de pelo menos cinco bancadas confirmaram que a votação da PEC era parte do entendimento que possibilitou sua retomada do comando.
A PEC das prerrogativas é vista como um primeiro passo para a discussão de temas mais amplos, como a anistia de golpistas. Bolsonaristas celebraram a declaração de Barroso, que afirmou que a anistia antes do julgamento é “uma impossibilidade”, mas que, após a deliberação, o assunto se tornaria uma questão política.
Expectativas Futuras
Após o julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal, os apoiadores do ex-presidente planejam centrar esforços na anistia no Congresso. A expectativa é que, após a aprovação da PEC, a pauta de foro privilegiado seja discutida, embora haja chances de derrota nessa questão.
Líderes bolsonaristas acreditam que, após o julgamento, o pacote da impunidade será integralmente pautado, conforme o acordo que encerrou o motim na Câmara. A pressão sobre Motta para avançar com a votação da PEC reflete a urgência de seus aliados em garantir um caminho para a anistia.
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