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PCC tem novo líder na Favela do Moinho, apontado como maior ‘latifundiário’ da região

Léo do Moinho é acusado de extorquir moradores em realocação na Favela do Moinho, enquanto o PCC mantém controle na região.

Traficantes são donos de boa parte dos imóveis da Favela do Moinho, de acordo com investigação do Ministério Público; moradores reclamam de generalização e 'criminalização da pobreza' (Foto: Newton Menezes / Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação)
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  • A Favela do Moinho, em São Paulo, é dominada pelo tráfico de drogas, especialmente pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).
  • Leonardo Moja, conhecido como Léo do Moinho, foi preso em agosto de 2024, acusado de chefiar o tráfico local e controlar cerca de 80 barracos, cobrando aluguéis entre R$ 600,00 e R$ 800,00.
  • Investigações do Ministério Público Estadual revelam que a favela funciona como um “bunker” para o PCC, facilitando a distribuição de drogas.
  • A Polícia Civil investiga tentativas de extorsão contra moradores que estão sendo realocados, com traficantes cobrando até R$ 125 mil para permitir a saída dos que recebem auxílio-aluguel.
  • O governo de São Paulo iniciou um projeto para realocar quase 900 famílias, com mais de 50% já atendidas, mas a situação na comunidade continua tensa, com confrontos entre moradores e a polícia.

A Favela do Moinho, em São Paulo, é alvo de investigações que revelam o domínio do tráfico de drogas na região, especialmente pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Recentemente, Leonardo Moja, conhecido como Léo do Moinho, foi preso em agosto de 2024, acusado de ser o chefe do tráfico local. Ele controla cerca de 80 barracos, cobrando aluguéis que variam de R$ 600 a R$ 800.

As investigações do Ministério Público Estadual, que duraram quase um ano, apontam que a favela serve como um “bunker” para o PCC, facilitando a distribuição de drogas. Léo já havia sido preso em 2021, mas foi solto em 2023. A defesa de Léo afirma que ele não é o proprietário das residências e que irá provar sua inocência.

Extorsão e Realocação

A Polícia Civil investiga relatos de extorsão contra moradores que estão sendo realocados. Traficantes estariam cobrando um “pedágio” de até R$ 125 mil para permitir a saída dos moradores que recebem auxílio-aluguel. O promotor Lincoln Gakiya, que investiga o PCC há mais de 20 anos, afirma que a favela sempre foi controlada por Léo e sua família.

O governo de São Paulo iniciou um projeto de realocação de quase 900 famílias, com mais de 50% já atendidas. Até agora, 288 unidades habitacionais foram descaracterizadas, e 14 demolidas. O secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Marcelo Branco, destaca que a maioria dos moradores é de baixa renda e está sendo explorada por “latifundiários” ligados ao crime organizado.

Tensão na Comunidade

O clima na Favela do Moinho é tenso, com relatos de confrontos entre moradores e a polícia durante as remoções. A Associação de Moradores defende que a criminalização da pobreza não resolve o problema do tráfico, que existe em várias partes da cidade. O governo estadual oferece moradia gratuita de até R$ 250 mil para famílias com renda de até R$ 4,7 mil, mas a situação continua delicada.

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