- A Polícia Federal (PF) investiga um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que pode envolver mais de 100 suspeitos em 13 estados e no Distrito Federal.
- As apurações, iniciadas em 2023, revelaram um desvio de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas, com indiciamentos em andamento.
- As fraudes foram realizadas por meio de sindicatos e associações que aplicavam deduções ilegais nas folhas de pagamento, sendo que 97% ocorreram sem autorização dos beneficiários.
- Uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) foi instaurada no Congresso para investigar responsabilidades políticas e fraudes desde 2015, abrangendo os governos de Dilma Rousseff, Michel Temer, Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.
- Até o momento, R$ 1 bilhão de entidades suspeitas foi bloqueado judicialmente e oito pessoas foram presas, incluindo representantes de associações investigadas.
A Polícia Federal (PF) investiga um esquema de fraudes no INSS que pode envolver mais de 100 suspeitos em 13 estados e no Distrito Federal. As apurações, que começaram em 2023, revelaram um desvio de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas, com indiciamentos em andamento.
As investigações se concentram em como os recursos foram desviados por meio de sindicatos e associações que realizavam deduções ilegais nas folhas de pagamento. Um levantamento da Controladoria-Geral da União (CGU) indicou que 97% das fraudes ocorreram sem autorização dos beneficiários. A PF busca identificar o montante exato desviado e rastrear a destinação dos recursos.
CPMI e Responsabilidades Políticas
Paralelamente, uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) foi instaurada no Congresso para investigar as fraudes desde 2015, abrangendo os governos de Dilma Rousseff, Michel Temer, Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. O senador Carlos Viana preside a CPMI, que pretende convocar ex-ministros e representantes de órgãos como a PF e a CGU para esclarecer responsabilidades.
As investigações da PF, que inicialmente foram tratadas como estelionato comum, foram ampliadas após a descoberta da magnitude do esquema. O então ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, foi alertado sobre irregularidades em junho de 2023, mas não tomou medidas efetivas.
Detalhes das Fraudes
Os suspeitos, incluindo servidores do INSS e empresários, são acusados de manipular dados e forjar assinaturas para aplicar descontos indevidos. As fraudes eram facilitadas por centrais telefônicas que realizavam ligações em massa para aposentados, utilizando gravações manipuladas como prova de consentimento.
Até o momento, R$ 1 bilhão de entidades suspeitas foi bloqueado judicialmente, e oito pessoas foram presas, incluindo representantes de associações investigadas. A PF continua a coletar evidências e a analisar documentos e equipamentos eletrônicos apreendidos, com a expectativa de que um relatório final seja enviado ao Supremo Tribunal Federal.
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