- O governo de Luiz Inácio Lula da Silva se afastou da discussão sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, que visa aumentar a proteção de deputados e senadores em processos judiciais.
- A votação da proposta está marcada para esta quarta-feira, 27 de agosto, na Câmara dos Deputados.
- Ministros do governo afirmam que a PEC é uma questão do Legislativo e evitam se envolver no debate.
- A proposta gera preocupações sobre uma possível crise entre os poderes e a possibilidade de ser considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
- O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara, Lindbergh Farias, orientará os deputados a votarem contra a proposta.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se afastou da discussão sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, que visa aumentar a proteção de deputados e senadores em processos judiciais. A votação da proposta está prevista para esta quarta-feira (27) na Câmara dos Deputados.
Ministros do governo têm enfatizado que a PEC é uma questão do Legislativo, evitando se envolver diretamente no debate. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, declarou que o tema pertence ao Congresso Nacional e defendeu a estabilidade nas interpretações constitucionais.
A proposta, que estabelece limites ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a órgãos de investigação, gera preocupações sobre uma possível crise entre os poderes. Há uma expectativa de que, se aprovada, a PEC seja considerada inconstitucional pelo STF, intensificando o desgaste entre o Executivo e o Judiciário.
Um ministro próximo a Lula alertou que a cúpula do Congresso pode não estar avaliando adequadamente a reação negativa da sociedade à aprovação da PEC. Essa situação é vista como um reflexo das preocupações dos parlamentares em relação a investigações sobre o uso irregular de emendas parlamentares.
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, afirmou que orientará os deputados a votarem contra a proposta. A posição do líder do governo na Casa, José Guimarães, ainda não está clara, mas a expectativa é de que a base do governo enfrente divisões sobre a PEC.
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