- Um projeto de lei que altera a Lei da Ficha Limpa está em discussão no Senado nesta quarta-feira, 27 de agosto.
- A proposta, da deputada Dani Cunha (União-RJ), muda a contagem de inelegibilidade para candidatos com condenações penais, passando a ser a partir do momento da condenação.
- Atualmente, a inelegibilidade é de até oito anos, contados após o cumprimento da pena. A nova proposta estabelece um teto de 12 anos para múltiplas condenações e proíbe a contagem dupla de penas.
- A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) criticou a proposta, afirmando que a Lei da Ficha Limpa é um patrimônio da sociedade e um marco na ética política.
- O senador Cleitinho (Republicanos-MG) também se manifestou contra a proposta, alertando para o risco de permitir o retorno de políticos corruptos.
Está em pauta no Senado, nesta quarta-feira (27), um projeto de lei que propõe mudanças significativas na Lei da Ficha Limpa, considerada uma conquista na luta contra a corrupção no Brasil. A proposta, de autoria da deputada Dani Cunha (União-RJ), altera a contagem de inelegibilidade e limita as restrições a candidatos condenados.
Atualmente, a Lei da Ficha Limpa prevê um período de oito anos de inelegibilidade para candidatos com condenações penais, contados a partir do cumprimento da pena. A nova proposta muda essa contagem para o momento da condenação, o que poderia permitir que condenados por crimes graves retornem à política mais rapidamente. Além disso, o projeto estabelece um teto de 12 anos para múltiplas condenações e proíbe a contagem dupla de penas relacionadas.
A iniciativa gerou forte reação de entidades como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que expressou “perplexidade e indignação” com as mudanças. Em nota, a CNBB ressaltou que a Lei da Ficha Limpa é um patrimônio da sociedade brasileira, fruto de mobilização popular e um marco na ética política.
O projeto já foi aprovado na Câmara dos Deputados e na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, mas sua votação foi adiada anteriormente devido à falta de consenso. O senador Cleitinho (Republicanos-MG) criticou a proposta, afirmando que ela pode permitir o retorno de políticos corruptos ao cenário político. A discussão sobre a proposta levanta preocupações sobre a possibilidade de enfraquecimento das medidas de combate à corrupção no Brasil.
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