- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, enviará uma missão oficial a Israel.
- A comitiva será liderada pelo secretário da Casa Civil, Arthur Lima, e visa fortalecer laços institucionais.
- A iniciativa responde às críticas do governo federal sobre as ações israelenses na Faixa de Gaza, que foram classificadas como genocídio pelo presidente Lula.
- O convite para a visita partiu do Consulado de Israel em São Paulo e incluirá compromissos em Tel Aviv e Jerusalém.
- A missão contará com a presença de dois técnicos do governo paulista e todas as despesas serão custeadas pelo Estado de Israel.
Em meio à crescente tensão diplomática entre Brasil e Israel, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou o envio de uma missão oficial ao país do Oriente Médio. A comitiva, liderada pelo secretário da Casa Civil, Arthur Lima, tem como objetivo fortalecer laços institucionais e responder às críticas do governo federal, que classificou as ações israelenses na Faixa de Gaza como genocídio.
A iniciativa foi articulada pela Frente Parlamentar em Defesa da União entre Brasil e Israel, formada por deputados aliados de Tarcísio na Assembleia Legislativa paulista. O convite para a visita partiu do Consulado de Israel em São Paulo e inclui compromissos em Tel Aviv e Jerusalém, além de visitas a áreas afetadas pelos ataques do Hamas.
A comitiva contará com a presença de dois técnicos: o subsecretário de Assuntos Diplomáticos, Samo Sérgio Gonçalves Tosatti, e seu auxiliar, Bruno Berkiensztat. O objetivo declarado é promover o intercâmbio de experiências e boas práticas entre as autoridades dos dois países, com todas as despesas da missão sendo custeadas pelo Estado de Israel.
Críticas à Política Externa
Tarcísio tem utilizado o cenário internacional conturbado para criticar a política externa do governo Lula, especialmente em relação às tarifas impostas pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Recentemente, o governador recebeu em São Paulo o governador da Geórgia, Brian Kemp, destacando a importância do diálogo nas relações entre Brasil e Estados Unidos.
A missão ocorre em um momento de alta tensão, com Lula enfrentando críticas severas de líderes israelenses. O primeiro-ministro Binyamin Netanyahu rebaixou as relações diplomáticas com o Brasil após Lula classificar os ataques israelenses como genocídio, resultando em mais de 60 mil mortes na Faixa de Gaza, segundo dados do Ministério da Saúde local.
Em resposta, o Itamaraty qualificou as declarações do ministro da Defesa israelense, Israel Katz, que chamou Lula de “antissemita declarado”, como “grosserias inaceitáveis”. A missão de Tarcísio é vista como um esforço para reafirmar a posição de São Paulo em relação a Israel, em contraste com a postura do governo federal.
Entre na conversa da comunidade