- O Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido de liberdade do ex-jogador de futebol Robinho, mantendo sua prisão por quatro votos a um.
- O ministro Dias Toffoli votou contra a liberdade, unindo-se ao relator Luiz Fux e ao ministro Alexandre de Moraes.
- Robinho foi condenado em 2017 a nove anos de prisão por estupro de uma jovem albanesa em Milão, crime ocorrido em 2013.
- A defesa do ex-atleta apresentou embargos de declaração, questionando a aplicação da Lei de Migração de 2017, que permite o cumprimento de sentenças estrangeiras no Brasil.
- A maioria dos ministros do STF considerou que a alteração na legislação é processual e pode ser aplicada ao caso de Robinho.
O ex-jogador de futebol Robinho teve seu pedido de liberdade negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu por quatro votos a um manter a prisão do atleta. A votação foi influenciada pelo voto do ministro Dias Toffoli, que se juntou ao relator Luiz Fux e a Alexandre de Moraes. O julgamento se encerra nesta sexta-feira.
Robinho foi condenado em 2017 a nove anos de prisão por estupro de uma jovem albanesa em Milão, crime ocorrido em 2013. O ex-atleta nega as acusações, alegando que a relação foi consensual. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já havia autorizado a execução da pena no Brasil e determinado a prisão imediata de Robinho.
A defesa recorreu ao STF, mas o habeas corpus foi negado em votação anterior, com nove votos a dois. Os advogados apresentaram embargos de declaração, questionando a aplicação da Lei de Migração, de 2017, que permite o cumprimento de sentenças estrangeiras no Brasil. Eles argumentam que essa legislação não poderia ser aplicada retroativamente, já que o crime ocorreu antes da mudança.
Questões Legais
A maioria dos ministros do STF considerou que a alteração na legislação é de natureza processual, permitindo sua aplicação ao caso de Robinho. O voto de Gilmar Mendes, que defendeu a liberdade do ex-jogador, não foi suficiente para mudar o resultado. A discussão sobre a interpretação da lei e sua aplicação continua a gerar polêmica na sociedade brasileira.
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