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China e Brasil buscam fortalecer laços e resistir ao unilateralismo dos EUA

Brasil e China reforçam laços diplomáticos e planejam ampliar cooperação em setores estratégicos, desafiando pressões externas dos EUA

Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, ao lado do chanceler da China, Wang Yi, durante encontro de ministros do Brics no Rio de Janeiro, em abril (Foto: Pilar Olivares - 29.abr.25/Reuters)
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  • O Brasil e a China estão fortalecendo suas relações diplomáticas, com foco na resistência ao unilateralismo e na promoção do BRICS.
  • Em conversa telefônica, os ministros das Relações Exteriores, Wang Yi e Mauro Vieira, discutiram a importância da cooperação bilateral e da defesa da soberania brasileira frente a pressões externas, especialmente dos Estados Unidos.
  • Wang Yi afirmou que a China deseja reforçar a confiança estratégica com o Brasil e outros países do BRICS, buscando salvaguardar os interesses dos países em desenvolvimento.
  • Os ministros concordaram em ampliar a cooperação em áreas como saúde, petróleo e gás, economia digital e satélites.
  • O governo brasileiro se prepara para responder ao aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos, visando evitar prejuízos econômicos e manter espaço para futuras negociações.

O Brasil e a China estão intensificando suas relações diplomáticas, com foco na resistência ao unilateralismo e na promoção do BRICS. Em uma conversa telefônica realizada na quinta-feira, 28, os ministros das Relações Exteriores, Wang Yi e Mauro Vieira, discutiram a importância de fortalecer a cooperação bilateral e a defesa da soberania brasileira frente a pressões externas, especialmente dos Estados Unidos.

Wang Yi destacou que a China está disposta a reforçar a confiança estratégica com o Brasil e os demais países do BRICS. Ele enfatizou a necessidade de unir esforços para salvaguardar os interesses dos países em desenvolvimento e promover reformas no sistema de governança global. O chanceler chinês elogiou a presidência rotativa do Brasil no BRICS, que culminou na cúpula realizada no Rio de Janeiro em julho.

Relações Históricas

A relação entre Brasil e China é considerada uma das melhores da história, segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China. Durante a conversa, Wang Yi também mencionou a amizade sólida entre os líderes dos dois países, Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping. A cúpula do BRICS, que ocorreu em julho, foi marcada pela ausência de Xi, que não participou pela primeira vez desde que assumiu a liderança da China em 2013.

Lula, por sua vez, tem buscado um alinhamento estratégico com a China, especialmente em um cenário internacional desafiador. Ele mencionou a falta de contato com a diplomacia dos EUA para renegociar tarifas que afetam produtos brasileiros. A defesa da soberania nacional e a necessidade de um diálogo mais próximo com a China foram temas centrais nas conversas entre os dois líderes.

Cooperação em Diversas Áreas

Os ministros concordaram em ampliar a cooperação em setores como saúde, petróleo e gás, economia digital e satélites. O fortalecimento das relações entre Brasil e China reflete um compromisso mútuo em promover um mundo mais justo e sustentável. Além disso, o governo brasileiro está se preparando para responder ao aumento das tarifas impostas pelos EUA, buscando evitar prejuízos econômicos e mantendo espaço para negociações futuras.

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