- A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) se reúne nesta quinta-feira para ouvir depoimentos.
- O delegado da Polícia Federal Bruno Bergamaschi, responsável pela Operação Sem Desconto, prestará depoimento sigiloso.
- A oposição questionará um contrato suspeito envolvendo o advogado Enrique Lewandowski, filho do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que nega conflitos de interesse.
- A oposição também busca convocar Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas essa convocação foi descartada em acordo anterior.
- O governo tenta garantir a maioria no colegiado, promovendo a troca de integrantes e buscando pelo menos 18 votos favoráveis.
A CPI do INSS se reúne nesta quinta-feira para ouvir depoimentos, enquanto governo e oposição ajustam suas estratégias. A oposição busca investigar possíveis fraudes e conflitos de interesse, enquanto a base aliada tenta garantir a maioria no colegiado.
Um dos depoimentos mais aguardados é o do delegado da Polícia Federal Bruno Bergamaschi, responsável pela Operação Sem Desconto. Este depoimento será sigiloso e a oposição pretende questioná-lo sobre um contrato suspeito envolvendo o advogado Enrique Lewandowski, filho do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. O ministro nega qualquer conflito de interesse ou interferência de seu filho na pasta.
Além disso, a oposição insiste na convocação de Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi). Embora não esteja entre os investigados, a convocação de Frei Chico foi descartada em um acordo anterior entre governistas e oposicionistas.
Estratégias em Conflito
A oposição também apresentou requerimentos para ampliar o acesso a dados das investigações, incluindo relatórios da CGU e informações da Dataprev. O objetivo é mapear ligações políticas e identificar a circulação de dirigentes de entidades investigadas em gabinetes do Senado e da Câmara.
Enquanto isso, o governo tenta evitar novas derrotas na CPI, promovendo a troca de integrantes. Senadores como Omar Aziz e Renan Calheiros deixaram o colegiado, e aliados do Planalto trabalham para assegurar pelo menos 18 votos favoráveis. A avaliação entre os governistas é que a oposição surpreendeu ao incluir requerimentos em sessões que deveriam ser apenas para depoimentos.
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