- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou a deflagração da megaoperação Carbono Oculto, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
- O grupo criminoso movimentou R$ 52 bilhões em quatro anos, utilizando fundos fechados e empresas interpostas para ocultar suas atividades.
- A operação, que já estava em andamento, conta com a colaboração da Polícia Federal e da Receita Federal e abrange 350 mandados de busca e apreensão.
- Cerca de 1.000 postos de combustíveis estão envolvidos no esquema, prejudicando consumidores e empresários que atuam legalmente.
- Haddad destacou a importância de desmantelar a estrutura financeira do crime organizado para proteger o mercado e as finanças públicas.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta quinta-feira (28) a deflagração da megaoperação Carbono Oculto, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação, que já estava em andamento, visa desmantelar uma estrutura criminosa que movimentou R$ 52 bilhões em quatro anos, utilizando fundos fechados e empresas interpostas para ocultar atividades ilícitas.
Durante a coletiva de imprensa, Haddad destacou que a ação é resultado de um trabalho iniciado em 2023, com a criação de uma equipe dedicada a fraudes estruturadas na Receita Federal. A operação abrange 350 mandados de busca e apreensão e envolve a colaboração da Polícia Federal e da Receita Federal. O foco é a atuação do crime organizado no setor de combustíveis e no sistema financeiro.
Estrutura Criminosa
O grupo investigado utilizava postos de combustíveis, instituições financeiras e fundos de investimento para disfarçar suas operações. Entre os alvos estão cerca de 40 fundos de investimento, frequentemente com um único cotista, que serviam para ocultar o patrimônio do crime organizado. Haddad enfatizou que é crucial atacar a estrutura de financiamento das organizações criminosas, afirmando que não basta prender “personagens menos importantes”.
A operação também revelou que cerca de 1.000 postos de combustíveis estão envolvidos no esquema, prejudicando tanto os consumidores, que enfrentam produtos adulterados, quanto os empresários que atuam de forma legal. O ministro destacou que a presença de grupos ilegais distorce a concorrência e gera prejuízos diretos ao consumidor.
Impactos Econômicos
Haddad ressaltou que a falta de combate ao crime organizado gera uma assimetria no mercado, penalizando os empresários regulares. A operação Carbono Oculto representa um esforço significativo para desmantelar a estrutura financeira que sustenta o PCC e suas atividades criminosas. O ministro concluiu que o Estado precisa se sofisticar para acompanhar a evolução do crime organizado, garantindo a proteção do mercado, do consumidor e das finanças públicas.
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