- O Brasil se prepara para a COP30, que ocorrerá em Belém entre 10 e 21 de novembro.
- Apenas 47 dos 196 países confirmaram participação, gerando preocupações sobre a presença de delegações.
- O navio de cruzeiro Costa Diadema não aceitará delegações de 20 países, incluindo Cuba, Haiti e Irã, devido a restrições da empresa.
- O governo brasileiro busca soluções para a crise de hospedagem, priorizando atendimento a 72 países vulneráveis com tarifas entre R$ 500,00 e R$ 1 mil.
- Apenas 10% das delegações tinham reservas confirmadas até a última atualização, e o governo investiga práticas de preços abusivos na rede hoteleira local.
O Brasil se prepara para a COP30, que ocorrerá em Belém entre os dias 10 e 21 de novembro, enfrentando uma crise de hospedagem. Até o momento, apenas 47 dos 196 países confirmaram participação, o que levanta preocupações sobre a presença de delegações, especialmente de nações em desenvolvimento.
Uma nova polêmica surgiu com a decisão do navio de cruzeiro Costa Diadema, que não aceitará delegações de 20 países, incluindo Cuba, Haiti e Irã. Essa restrição, imposta pela empresa Costa Cruceros, é baseada em regulamentos que proíbem reservas de cidadãos de países sem relações diplomáticas com os Estados Unidos. A Secretaria Extraordinária da COP esclareceu que essa limitação não é uma decisão do governo brasileiro, mas sim um requisito internacional.
Desafios Logísticos
Além das restrições de hospedagem, a infraestrutura de Belém enfrenta desafios significativos. O porto, onde os navios estarão atracados, está localizado a cerca de 20 km do centro da cidade, dificultando o acesso. O governo brasileiro está buscando soluções, como a construção de novos hotéis e a adaptação de escolas para funcionarem como albergues.
A expectativa é que cerca de 50 mil pessoas cheguem à capital do Pará para o evento. Para garantir a participação das delegações, o governo está priorizando o atendimento aos 72 países mais vulneráveis, oferecendo tarifas de hospedagem que variam de US$ 100 a US$ 200. A situação se torna ainda mais crítica, pois menos de 25% das delegações já garantiram acomodação.
Medidas em Andamento
O governo brasileiro, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está mobilizando esforços para resolver a crise de hospedagem. Reuniões com o setor hoteleiro e a ONU estão em andamento para buscar apoio financeiro e garantir que todas as delegações tenham acesso a acomodações adequadas.
A UNFCCC, braço climático da ONU, expressou preocupação com a situação, revelando que apenas 10% das delegações tinham reservas confirmadas até a última atualização. O governo também investiga práticas de preços abusivos na rede hoteleira local, enquanto a plataforma Airbnb reporta uma queda média de 22% nos preços de hospedagem em agosto, em comparação com os altos valores de fevereiro.
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