- O deputado federal Capitão Alberto Neto protocolou um requerimento para uma audiência pública sobre a infiltração do crime organizado no sistema financeiro e no setor de combustíveis.
- A proposta foi motivada pela megaoperação Carbono Oculto, que revelou um esquema bilionário do Primeiro Comando da Capital (PCC).
- A operação mostrou que o PCC controla mais de mil postos de combustíveis em dez estados, com movimentações financeiras superiores a R$ 46 bilhões em quatro anos.
- A Receita Federal informou que o grupo sonegou mais de R$ 7 bilhões.
- A audiência contará com a presença de autoridades, incluindo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) protocolou um requerimento na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado para realizar uma audiência pública sobre a infiltração do crime organizado no sistema financeiro e no setor de combustíveis. A proposta surge após a megaoperação Carbono Oculto, que desvendou um esquema bilionário do PCC.
A operação, considerada a maior contra o crime organizado no Brasil, revelou que o PCC controla mais de mil postos de combustíveis em dez estados, com movimentações financeiras superiores a 46 bilhões de reais em quatro anos. Além disso, a Receita Federal aponta que o grupo sonegou mais de 7 bilhões de reais. O deputado alertou para a evolução do crime organizado, que agora se infiltra em setores estratégicos da economia, representando um risco à soberania nacional.
A audiência pública contará com a presença de autoridades como o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. O objetivo é identificar falhas regulatórias e propor medidas que impeçam a atuação do crime organizado em áreas vitais da economia. Desde 2010, o PCC já atuava no setor de combustíveis, começando com apenas 12 postos e chegando a 300 em São Paulo, conforme investigações do Ministério Público.
A Operação Carbono Oculto, deflagrada em 28 de setembro, cumpre mandados de busca e apreensão em 350 alvos em oito estados, evidenciando a complexidade e a abrangência do esquema de lavagem de dinheiro que envolve instituições financeiras e fundos de investimento. A iniciativa do deputado é vista como crucial para enfrentar essa nova fase do crime organizado no Brasil.
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