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Familiares de vítimas da Boate Kiss criticam decisão do TJ-RS sobre penas reduzidas

Sobreviventes e familiares criticam redução das penas dos réus do incêndio na Boate Kiss, que reforça a sensação de impunidade na sociedade

Familiares e amigos fazem vigília em homenagem aos 10 anos da tragédia da Boate Kiss em Santa Maria, no Rio Grande do Sul (Foto: Tomaz Silva/Tomaz Silva - 27.jan.2023/Agência Brasil)
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Sobreviventes e familiares das vítimas do incêndio na Boate Kiss, ocorrido em 2013 em Santa Maria, expressaram repúdio à decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) de reduzir as penas dos condenados. A tragédia resultou na morte de 242 pessoas e deixou 636 feridos, sendo causada por um artefato pirotécnico e revestimentos irregulares.

  • O TJ-RS diminuiu as penas dos sócios da boate, Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, para 12 anos de reclusão cada.
  • Os integrantes da Banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão, tiveram suas penas ajustadas para 11 anos.
  • Em 2021, as penas eram significativamente mais altas: Elissandro foi condenado a 22 anos e 6 meses, Mauro a 19 anos e 6 meses, e Marcelo e Luciano a 18 anos cada.
  • A Associação de Vítimas da Tragédia de Santa Maria (AVTSM) afirmou que a nova sentença reforça a impunidade e desrespeita a soberania do júri.
  • A AVTSM ressaltou que a luta dos familiares continua para honrar a memória das vítimas e evitar novas tragédias.

Sobreviventes e familiares das vítimas do incêndio na Boate Kiss, que ocorreu em 2013 em Santa Maria, manifestaram forte repúdio à decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) de reduzir as penas dos quatro condenados pela tragédia. A tragédia resultou na morte de 242 pessoas e deixou 636 feridos, sendo causada por um artefato pirotécnico e revestimentos irregulares.

A Associação de Vítimas da Tragédia de Santa Maria (AVTSM) declarou que a nova sentença “reforça a percepção de impunidade para os que têm poder econômico”. A decisão do TJ-RS diminuiu as penas dos sócios da boate, Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, para 12 anos de reclusão cada. Os integrantes da Banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão, tiveram suas condenações ajustadas para 11 anos.

Em 2021, as penas haviam sido significativamente mais altas: Elissandro foi condenado a 22 anos e 6 meses, Mauro a 19 anos e 6 meses, e Marcelo e Luciano a 18 anos cada. A AVTSM criticou a decisão, afirmando que ela desrespeita a soberania do júri e fragiliza a confiança da sociedade na Justiça.

A decisão do TJ-RS contrasta com a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia restabelecido as condenações e determinado a prisão imediata dos réus. A associação ressaltou que a luta dos familiares continua sendo honrar a memória das vítimas e evitar que tragédias semelhantes ocorram novamente.

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