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Fraudes no INSS aumentam após fim da revalidação de descontos, alerta defensora

Fraudes no INSS resultam em desvios de R$ 6,3 bilhões, e CPMI investiga responsabilidade de administrações passadas e novas medidas de controle

A defensora pública federal Patrícia Bettin depõe à CPMI do INSS (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)
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  • Fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) resultaram em desvios de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, afetando principalmente aposentados de baixa renda.
  • A coordenadora da Câmara de Coordenação e Revisão Previdenciária da Defensoria Pública da União (DPU), Patrícia Bettin, afirmou que a revogação da revalidação anual de descontos, aprovada em 2022, facilitou essas fraudes.
  • Bettin propôs a proibição de descontos automáticos e a revalidação anual dos termos de adesão como medidas de combate às irregularidades.
  • A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) investiga a responsabilidade de administrações anteriores e planeja examinar fraudes relacionadas a créditos consignados.
  • Vítimas das fraudes podem buscar ressarcimento pelo INSS, e um acordo no Supremo Tribunal Federal visa agilizar a devolução dos valores, sem direito a indenização por danos morais.

A coordenadora da Câmara de Coordenação e Revisão Previdenciária da Defensoria Pública da União (DPU), Patrícia Bettin, revelou à CPMI do INSS que fraudes no sistema previdenciário resultaram em desvios de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. As irregularidades, que afetam principalmente aposentados de baixa renda, envolvem associações que falsificam autorizações para realizar descontos indevidos.

Durante seu depoimento, Bettin destacou que a revogação da revalidação anual dos descontos, aprovada pelo Congresso em 2022, facilitou o aumento das fraudes. “Na medida em que a revalidação não é feita de forma anual, ela acaba dando espaço para mais fraudes”, afirmou a defensora. A mudança na legislação permitiu que associações realizassem descontos sem a necessidade de confirmação periódica dos segurados.

Propostas de Combate

Bettin defendeu a proibição de descontos automáticos e a revalidação anual dos termos de adesão, medidas que estão sendo discutidas no Congresso. A falta de controle e transparência contribuiu para o crescimento das fraudes, que, segundo ela, transcendem governos. Senadores e deputados discutem a responsabilidade de administrações anteriores, enquanto a CPMI investiga a situação.

As vítimas das fraudes podem buscar ressarcimento pelo INSS, utilizando o telefone 135 ou agências dos Correios. As associações terão a oportunidade de apresentar documentos que comprovem a autorização dos descontos. Caso o beneficiário não reconheça a assinatura, será ressarcido. Um acordo no Supremo Tribunal Federal visa agilizar o retorno dos valores, embora quem optar por ele não tenha direito a indenização por danos morais.

Situação Atual

A CPMI também planeja investigar fraudes relacionadas a créditos consignados, que permitem empréstimos com desconto direto da aposentadoria. A situação das fraudes no INSS continua a ser uma preocupação, com esforços sendo feitos para proteger os beneficiários e recuperar os valores desviados.

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