- Uma juíza federal dos Estados Unidos, Sheryl Lipman, ordenou um novo julgamento para três ex-policiais de Memphis, absolvidos de acusações graves no caso da morte de Tyre Nichols.
- A decisão foi tomada em 28 de setembro, devido a preocupações sobre a parcialidade do juiz anterior, Mark Norris.
- Em maio, um júri federal havia absolvido os ex-policiais das principais acusações de violação dos direitos civis, mas os considerou culpados de manipulação de testemunhas.
- A juíza Lipman afirmou que o risco de parcialidade era “alto demais para ser constitucionalmente tolerável”.
- Os ex-policiais aguardam nova data de sentença, marcada para dezembro, enquanto outros dois já se declararam culpados e testemunharam contra eles.
Uma juíza federal dos Estados Unidos, Sheryl Lipman, determinou um novo julgamento para três ex-policiais de Memphis, absolvidos de acusações graves no caso da morte de Tyre Nichols, um homem negro de 29 anos, espancado em janeiro de 2023. A decisão foi tomada em 28 de setembro, após preocupações sobre a parcialidade do juiz anterior, Mark Norris, que fez comentários questionáveis sobre gangues.
Em maio, um júri federal havia absolvido os ex-policiais das principais acusações de violação dos direitos civis de Nichols, mas os considerou culpados de manipulação de testemunhas. A juíza Lipman destacou que o risco de parcialidade era “alto demais para ser constitucionalmente tolerável”. Documentos judiciais revelaram que Norris, que se recusou a continuar no caso, havia expressado frustração com a investigação policial e insinuado que um dos réus poderia ser membro de uma gangue.
Os ex-policiais Demetrius Haley, Tadarrius Bean e Justin Smith solicitaram o novo julgamento em junho, alegando que os comentários de Norris demonstravam preconceito contra eles e o Departamento de Polícia de Memphis. A juíza Lipman concordou que a conduta do juiz anterior justificava a reavaliação do caso, que já havia gerado veredictos mistos em julgamentos anteriores.
Nichols foi abordado por policiais enquanto dirigia para casa e, após uma perseguição, foi brutalmente espancado. O caso, que chocou a opinião pública, evidenciou a brutalidade policial e o tratamento de pessoas negras. Os três ex-policiais aguardam nova data de sentença, marcada para dezembro, enquanto outros dois ex-policiais já se declararam culpados e testemunharam contra eles.
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