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Justiça determina prisão de padre de Araras por condenação de abuso sexual

Ex-padre Pedro Leandro Ricardo terá mandado de prisão cumprido após condenação por abusos sexuais, com validade até abril de 2040

Ex-padre Pedro Leandro Ricardo (Foto: Reprodução)
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  • O Tribunal de Justiça de São Paulo emitiu um mandado de prisão definitiva contra Pedro Leandro Ricardo, ex-padre condenado a dez anos e seis meses de reclusão por estupro de duas vítimas.
  • A decisão foi tomada após a confirmação da condenação pelo Supremo Tribunal Federal, encerrando as possibilidades de recurso.
  • O mandado, assinado pelo juiz Djalma Moreira Gomes Junior, é válido até abril de 2040.
  • Os crimes ocorreram entre 2002 e 2006, quando Ricardo atuava na Paróquia São Francisco de Assis, em Araras, São Paulo.
  • Em março de 2022, o Vaticano demitiu Ricardo do estado clerical após um processo canônico.

O Tribunal de Justiça de São Paulo emitiu um mandado de prisão definitiva contra o ex-padre Pedro Leandro Ricardo, condenado a dez anos e seis meses de reclusão por estupro de duas vítimas. A decisão foi tomada após a confirmação da condenação pelo Supremo Tribunal Federal, que encerrou as possibilidades de recurso. O mandado, assinado pelo juiz Djalma Moreira Gomes Junior, é válido até abril de 2040.

Os crimes ocorreram entre 2002 e 2006, quando Ricardo atuava na Paróquia São Francisco de Assis, em Araras (SP). Ele foi denunciado em 2019 pelo Ministério Público, após relatos de abusos contra quatro jovens, incluindo uma criança de apenas 11 anos. A sentença inicial, que previa 21 anos de prisão, foi reduzida em março de 2024, quando parte das acusações foi considerada prescrita ou desclassificada.

Detalhes do Caso

O juiz Rafael Pavan de Moraes Filgueira, da 1ª Vara Criminal de Araras, destacou que as vítimas eram “cuidadosamente escolhidas” pelo réu, que se aproveitava de sua posição de líder religioso para ganhar a confiança das famílias. Durante o julgamento, Ricardo negou as acusações, alegando que as denúncias eram fruto de desavenças administrativas na paróquia.

Em março de 2022, o Vaticano anunciou a demissão de Ricardo do estado clerical, após um processo canônico. A defesa do ex-padre não se manifestou sobre o mandado de prisão. Os advogados das vítimas continuam buscando uma indenização financeira, seguindo o exemplo de casos semelhantes em outras partes do mundo.

O caso, que ganhou notoriedade após uma reportagem da revista “Veja”, permanece em segredo de Justiça, visando proteger as vítimas e a gravidade das acusações.

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