- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou a falta de diálogo com os Estados Unidos, que impuseram tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, afetando 906 municípios.
- Lula afirmou que ninguém de seu governo conseguiu se comunicar com a Casa Branca até o momento.
- Ele destacou o cancelamento de uma reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em favor de um encontro com Eduardo Bolsonaro, o que considera uma falta de seriedade nas relações bilaterais.
- O presidente reafirmou sua disposição para negociar e enfatizou a importância do multilateralismo, além de criticar a postura americana em relação à regulação das big techs no Brasil.
- Lula elogiou a relação comercial com a China, que se tornou o maior parceiro comercial do Brasil, com um fluxo de US$ 160 bilhões, e afirmou que o Brasil não aceitará imposições externas sobre a regulação das redes sociais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a falta de diálogo com os Estados Unidos, que impuseram tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, afetando 906 municípios. Durante uma cerimônia em Brasília, Lula afirmou que até o momento, ninguém de seu governo conseguiu se comunicar com a Casa Branca. Ele destacou que a reunião agendada com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi cancelada em favor de um encontro com Eduardo Bolsonaro, o que, segundo ele, demonstra a falta de seriedade nas relações bilaterais.
Lula reiterou sua disposição para negociar, afirmando que o “Lulinha Paz e Amor” estará disponível quando os EUA decidirem dialogar. O presidente também enfatizou a importância do multilateralismo e criticou a postura americana em relação à regulação das big techs no Brasil. Ele declarou que todas as empresas que operam no país devem respeitar as normas estabelecidas pelo Congresso Nacional e pela Constituição brasileira.
Além disso, Lula elogiou a relação comercial com a China, que se tornou o maior parceiro comercial do Brasil, com um fluxo de US$ 160 bilhões, o dobro do que é registrado com os Estados Unidos. O presidente reafirmou que o Brasil tem suas próprias regras e que não aceitará imposições externas sobre a regulação das redes sociais. Ele também mencionou que a conta das tarifas americanas “vai aparecer em algum momento”, prejudicando os consumidores dos EUA.
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