- A Operação Carbono Oculto, a maior ofensiva contra o crime organizado no Brasil, foi deflagrada em 28 de setembro.
- A operação mobilizou 1.400 agentes em dez estados, com foco na Faria Lima e no setor de combustíveis.
- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou a ação como a maior resposta do Estado ao crime organizado.
- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que a operação é resultado do trabalho das polícias estaduais e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
- A Receita Federal estima que a organização criminosa movimentou R$ 52 bilhões e identificou 40 fundos com patrimônio de R$ 30 bilhões.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, estão em uma disputa pelo protagonismo em relação à Operação Carbono Oculto, a maior ofensiva contra o crime organizado no Brasil. Deflagrada nesta quinta-feira, 28 de setembro, a operação mobilizou 1.400 agentes em dez estados, focando na Faria Lima e no setor de combustíveis.
A coletiva de imprensa, organizada pelo governo federal, contou com a presença dos ministros da Justiça, Ricardo Lewandowski, e da Fazenda, Fernando Haddad. Lewandowski destacou que o crime organizado é uma questão global e que a ação coordenada entre os estados é essencial para o sucesso das operações. Haddad enfatizou a colaboração das autoridades estaduais, como os Ministérios Públicos e as polícias, no cumprimento dos mandados.
Lula ressaltou que a operação representa a maior resposta do Estado brasileiro ao crime organizado até o momento. Ele mencionou a criação do Núcleo de Combate ao Crime Organizado no Ministério da Justiça como um passo fundamental para a ação integrada. A operação resultou em 200 mandados de busca e apreensão contra 350 alvos, incluindo empresas e fundos de investimento na Faria Lima, onde estão concentrados 42 alvos.
Disputa de Paternidade
Tarcísio, por sua vez, publicou um vídeo nas redes sociais, afirmando que a operação é fruto do trabalho do Gaeco e das polícias de São Paulo, que se expandiu para todo o Brasil. Ele declarou que a operação é um marco no combate à lavagem de dinheiro e que as facções estão sendo enfrentadas como nunca antes.
A Receita Federal estima que a organização criminosa movimentou R$ 52 bilhões e identificou 40 fundos com patrimônio de R$ 30 bilhões. A operação é composta por três ações: Carbono Oculto, do MP-SP, e Quasar e Tank, da Polícia Federal.
Além da operação, Lula e Tarcísio também competem pela paternidade de outras obras, como o túnel Santos-Guarujá. Enquanto publicamente trocam elogios, nos bastidores a disputa pela visibilidade e reconhecimento das ações é intensa.
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