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Lula intensifica ações contra o PCC para minar apoio a Tarcísio

Governo Lula e de Tarcísio de Freitas disputam protagonismo em operações contra o crime organizado, intensificando tensões políticas e estratégicas

O presidente Lula e o governador Tarcísio de Freitas (Foto: Reprodução)
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  • O governo Lula anunciou ações contra o crime organizado em resposta à participação do secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, na coletiva sobre a operação Carbono Oculto.
  • A operação, realizada em parceria entre o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Receita Federal, visa desarticular a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em negócios legítimos.
  • Três operações foram realizadas simultaneamente: Carbono Oculto, Quasar e Tank, com ambos os governos buscando capitalizar politicamente os resultados.
  • As coletivas de imprensa ocorreram no mesmo horário, uma em São Paulo e outra em Brasília, com ênfases diferentes nas atuações das forças de segurança.
  • A disputa entre os governos reflete a rivalidade política e a importância da segurança pública nas eleições de 2026.

O governo Lula intensificou a divulgação das ações contra o crime organizado nesta quinta-feira (28), em resposta à participação do secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, em um anúncio sobre a operação Carbono Oculto. Essa operação, realizada em parceria entre o Gaeco e a Receita Federal, é um reflexo das tensões entre as gestões federal e paulista, que disputam protagonismo em questões de segurança pública.

Três operações foram deflagradas simultaneamente: Carbono Oculto, Quasar e Tank. A primeira, considerada a mais significativa, visa desarticular a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em negócios legítimos, especialmente no setor de combustíveis e mercado financeiro. As operações ocorreram em um momento estratégico, com ambos os governos tentando capitalizar politicamente os resultados.

As coletivas de imprensa foram marcadas para o mesmo horário, uma em São Paulo e outra em Brasília, às 11h. Enquanto a coletiva paulista destacou a atuação do Gaeco e da Receita Federal, a coletiva federal enfatizou a Polícia Federal como protagonista. O governo federal, por sua vez, minimizou a participação do Gaeco, enquanto o governo paulista reclamou da tentativa de Lula de se apropriar dos créditos das operações.

Derrite, que é visto como um potencial candidato ao governo de São Paulo em 2026, afirmou que sua presença na coletiva foi um convite do Ministério Público, ressaltando a colaboração das forças de segurança do estado. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência esclareceu que a coletiva em Brasília não foi uma reação à participação de Derrite, mas parte de um anúncio programado sobre operações coordenadas.

A disputa entre os governos reflete não apenas a rivalidade política, mas também a importância da segurança pública como tema central nas eleições de 2026. A atuação integrada das forças de segurança é um ponto de destaque, com Lula afirmando que a operação representa a maior resposta do Estado ao crime organizado na história do Brasil.

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