- Um grupo de 33 soldados foi libertado em Guaviare, Colômbia, após três dias de retenção.
- A libertação ocorreu em meio a confrontos com dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), liderados por Iván Mordisco.
- A Defensoria do Povo e a Organização das Nações Unidas (ONU) mediaram a ação.
- Os confrontos resultaram em 10 mortos e 2 capturados. A situação foi classificada pelo governo como um “sequestro”.
- O comandante das Forças Armadas, Francisco Cubides, afirmou que a população local está sendo manipulada pelos rebeldes, o que agrava a segurança na região.
Um grupo de 33 soldados foi libertado na quinta-feira, 28 de agosto, após três dias de retenção em Guaviare, Colômbia. A libertação ocorreu em meio a intensos confrontos com a dissidência da extinta guerrilha das Farc, liderada por Iván Mordisco. A Defensoria do Povo confirmou a ação, que foi mediada por representantes do governo e da ONU.
Os soldados estavam em uma comunidade amazônica onde a presença de grupos armados é forte. Cerca de 600 moradores impediram a saída das tropas, uma situação que o governo do presidente Gustavo Petro classificou como um “sequestro”. Inicialmente, as autoridades informaram que 34 soldados estavam retidos, mas o número foi corrigido para 33.
Conflitos e Consequências
Os confrontos na região começaram no último domingo, 24 de agosto, resultando em 10 mortos e 2 capturados. As retenções de militares e policiais são comuns na Colômbia, frequentemente envolvendo civis manipulados por grupos armados em áreas com pouca presença do Estado. O Ministério da Defesa apresentou uma denúncia formal por sequestro ao Ministério Público.
O almirante Francisco Cubides, comandante das Forças Armadas, destacou que a população local está sendo instrumentalizada pelos rebeldes, o que agrava a situação de segurança na região. Ele também mencionou que os direitos humanos dos militares estão sendo violados, já que enfrentam escassez de água e alimentos.
Contexto de Violência
A violência na Colômbia tem aumentado, especialmente após o desarmamento das Farc, que deixou um vácuo de poder em áreas rurais. Grupos dissidentes, paramilitares e cartéis de drogas se aproveitaram dessa situação, fortalecendo-se com atividades ilícitas. Iván Mordisco, atualmente o homem mais procurado do país, abandonou as negociações de paz com o governo em 2024 e intensificou suas ações violentas.
Recentemente, a guerrilha também foi responsável por um ataque com caminhão-bomba em Cali, que deixou seis mortos e mais de 60 feridos. Além disso, outra facção rebelde derrubou um helicóptero policial em Antioquia, resultando na morte de 13 policiais. A situação continua a ser monitorada pelas autoridades, que buscam restabelecer a ordem na região.
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