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Operação Carbono Oculto investiga empresas na Faria Lima por ligação com crimes financeiros

Operação da Polícia Federal e Receita Federal expõe esquema de lavagem de R$ 52 bilhões do PCC com fintechs e fundos de investimento em combustíveis

Prédios da Faria Lima: centro financeiro de São Paulo está sendo alvo de buscas em operação da Receita Federal (Foto: Victor Moriyama/Bloomberg/1-9-2022)
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  • A Operação Carbono Oculto foi deflagrada pela Polícia Federal e pela Receita Federal em 28 de agosto de 2025.
  • O objetivo é desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
  • A operação abrange 350 alvos em oito estados, com foco na Avenida Faria Lima, em São Paulo.
  • As investigações revelaram que o PCC movimentou R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, utilizando empresas fictícias e brechas regulatórias.
  • Mais de 1.400 agentes participaram da ação, que busca proteger a economia e a sociedade de práticas criminosas no setor de combustíveis.

A Operação Carbono Oculto foi deflagrada nesta quinta-feira, 28, pela Polícia Federal e pela Receita Federal, com o objetivo de desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação abrange 350 alvos em oito estados, com foco na Avenida Faria Lima, em São Paulo, onde diversas fintechs e fundos de investimento eram utilizados para ocultar recursos ilícitos.

As investigações revelaram que o PCC movimentou R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, utilizando empresas fictícias e brechas regulatórias. Entre as instituições investigadas estão a Reag Investimentos, que gerencia R$ 299 bilhões, e a BK Bank, que movimentou R$ 17,7 bilhões em transações suspeitas. A Receita Federal identificou que 40 fundos de investimento, com patrimônio total de R$ 30 bilhões, eram controlados pela organização criminosa.

Estruturas de Ocultação

Os criminosos exploraram a falta de regulamentação no setor financeiro, utilizando práticas como a “conta-bolsão”, onde recursos de diferentes clientes eram centralizados em uma única conta, dificultando o rastreamento. A Receita Federal destacou que essas fintechs operam fora da supervisão do Banco Central, o que facilita a prática de crimes financeiros.

Além disso, a operação revelou que os recursos lavados eram frequentemente reinvestidos em negócios legítimos, como postos de combustíveis. A investigação também apontou que o PCC importou R$ 10 bilhões em combustíveis, utilizando dinheiro proveniente de atividades criminosas.

Ações e Colaborações

A operação mobilizou mais de 1.400 agentes e contou com a colaboração de diversas instituições, incluindo o Ministério Público de São Paulo. As autoridades buscam não apenas desmantelar o esquema, mas também proteger a economia e a sociedade de práticas criminosas que afetam diretamente o setor de combustíveis. A expectativa é que as novas regulamentações ajudem a combater a lavagem de dinheiro com mais eficácia.

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