- Uma megaoperação realizada em 28 de setembro expôs um esquema bilionário do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis.
- A ação envolveu 1.400 agentes em dez estados e resultou em seis prisões e 350 mandados de busca e apreensão.
- O esquema movimentou cerca de R$ 8,4 bilhões, envolvendo 1.560 postos de combustíveis e usinas de etanol entre 2020 e 2024.
- A operação gerou um embate político, com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disputando a paternidade da ação.
- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o dinheiro apreendido será usado para combater organizações criminosas.
A megaoperação deflagrada na manhã desta quinta-feira, 28 de setembro, expôs um esquema bilionário do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis. A ação, que mobilizou 1.400 agentes em dez estados, revelou fraudes e lavagem de dinheiro, resultando em seis prisões e 350 mandados de busca e apreensão.
O esquema, que movimentou cerca de R$ 8,4 bilhões, envolveu 1.560 postos de combustíveis e usinas de etanol. Entre 2020 e 2024, esses estabelecimentos movimentaram R$ 52 bilhões, com a maior parte dos lucros direcionada à facção criminosa. A operação é considerada a maior já realizada contra o PCC.
Repercussão Política
A operação gerou um intenso embate político, com figuras de destaque como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disputando a paternidade da ação. Enquanto a direita aplaudiu a atuação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), a esquerda elogiou os esforços da Polícia Federal e do governo federal.
O senador Flávio Bolsonaro criticou a operação, insinuando que o governo tenta enganar a população sobre o combate ao PCC. Em contrapartida, o ex-deputado Marcelo Freixo destacou que a operação atingiu o “andar de cima” das organizações criminosas, um avanço significativo na luta contra o crime.
Estrutura do Esquema
Os líderes do PCC controlavam toda a cadeia de combustíveis, desde a produção até a venda, utilizando fintechs para movimentar recursos de forma ilícita. A Receita Federal identificou 40 fundos de investimento ligados à organização, com patrimônio estimado em R$ 30 bilhões. A operação também levantou suspeitas de vazamentos, já que apenas seis dos quatorze alvos com mandados de prisão foram capturados.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o dinheiro apreendido será utilizado para “asfixiar” as organizações criminosas. A operação, que não envolveu violência, foi elogiada por evitar riscos à população em áreas vulneráveis, marcando um novo capítulo na luta contra o crime organizado no Brasil.
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