- O procurador-chefe do Tribunal Penal Internacional, Karim Khan, enfrenta novas acusações de assédio sexual.
- Uma segunda mulher denunciou que ele a pressionou a ter relações sexuais em 2009, quando era estagiária.
- A identidade da nova acusadora não foi revelada por medo de represálias.
- Khan nega as acusações e foi afastado do cargo em maio, enquanto a ONU investiga a primeira denúncia.
- As investigações estão em andamento e podem resultar em um processo de remoção do cargo, dependendo das conclusões.
O procurador-chefe do Tribunal Penal Internacional (TPI), Karim Khan, enfrenta novas acusações de assédio sexual. Uma segunda mulher denunciou que ele a pressionou a ter relações sexuais em 2009, quando ela era estagiária. As investigações estão em andamento.
A identidade da nova acusadora não foi revelada, pois ela teme represálias. A mulher, que tinha apenas 20 anos na época, relatou que Khan abusou de sua posição de autoridade. Ela decidiu se manifestar após conhecer as denúncias anteriores contra ele, feitas por uma funcionária do TPI.
Khan nega categoricamente as acusações e foi afastado do cargo em maio deste ano, enquanto a ONU investiga a primeira denúncia. A nova acusação foi apresentada ao órgão de fiscalização da ONU, mas não está diretamente relacionada à primeira. Os investigadores já realizaram entrevistas para apurar os fatos.
Detalhes das Acusações
Ambas as mulheres relataram que Khan as convidava para trabalhar em sua casa, onde teria ocorrido o assédio. A nova acusadora afirmou que, apesar do comportamento inadequado, decidiu terminar o estágio por medo de retaliações. Após o término do estágio, ela recebeu uma carta de recomendação de Khan, que descreveu como um “pacto com o diabo”.
Os advogados de Khan não comentaram sobre as alegações específicas, mas reafirmaram sua inocência. O procurador foi eleito em 2021 e, sob sua liderança, o TPI emitiu mandados de prisão contra figuras proeminentes, incluindo Binyamin Netanyahu.
Implicações e Consequências
As acusações levantam questões sobre a cultura de poder e assédio em ambientes profissionais. Caso as investigações confirmem as denúncias, Khan poderá enfrentar um processo de remoção do cargo, que será decidido por votação. A defesa argumenta que as acusações são tentativas de desacreditar Khan em resposta a suas ações contra autoridades israelenses.
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