- A Polícia Federal iniciou a Operação PO’I MAG para investigar um conflito armado na Reserva Indígena de Nonoai, no Rio Grande do Sul.
- A operação visa coibir homicídios, formação de milícias e o envolvimento de facções criminosas na disputa por terras.
- A reserva possui cerca de 16 mil hectares e é dividida em três aldeias: Aldeia da Sede, Aldeia Bananeiras e Aldeia Pinhalzinho.
- Foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão, resultando na apreensão de armas, munições e aparelhos eletrônicos.
- A operação envolveu 100 policiais federais e 80 policiais militares, com foco em crimes como homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo.
A Polícia Federal deflagrou nesta manhã (28) a Operação PO’I MAG, com o objetivo de investigar um intenso conflito armado na Reserva Indígena de Nonoai, no Rio Grande do Sul. A operação busca coibir homicídios, formação de milícias e o envolvimento de facções criminosas na disputa pela terra, que já resultou em violência significativa entre grupos indígenas rivais.
A Terra Indígena Nonoai abrange cerca de 16 mil hectares, localizada entre os municípios de Nonoai, Gramado dos Loureiros, Planalto e Rio dos Índios. A reserva é dividida em três aldeias: Aldeia da Sede, Aldeia Bananeiras e Aldeia Pinhalzinho. Recentemente, um grupo dissidente declarou “independência” da liderança tradicional, o que intensificou os conflitos na região.
As ações violentas resultaram em quatro tentativas de homicídio e incêndios que afetaram 25 residências na Aldeia da Sede. O delegado Sérgio Covatti Crespi, responsável pela investigação, relatou que, em maio, um conflito armado culminou no homicídio de uma pessoa e em várias tentativas de homicídio, além de danos e disparos de arma de fogo.
Mandados e Apreensões
A operação cumpriu 22 mandados de busca e apreensão, sendo 14 na Aldeia da Sede e 8 na Aldeia Bananeiras. Os agentes apreenderam quatro simulacros de arma de fogo, duas pistolas, dois revólveres, duas espingardas e cerca de duzentas munições de calibres variados. Além disso, foram confiscados aproximadamente vinte aparelhos eletrônicos.
O delegado Crespi destacou que a operação visa reunir mais elementos para responsabilizar os envolvidos e apaziguar a área em conflito. As investigações indicam que os grupos rivais podem ter recebido apoio de facções criminosas, que atuam no estado, no fornecimento de armas e na logística do conflito. A operação envolveu 100 policiais federais e 80 policiais militares, com foco em crimes como homicídio qualificado, constituição de milícia privada e porte ilegal de arma de fogo.
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