- O auditor fiscal da Receita Federal, Cláudio Ferrer, afirmou que não há indícios de crime organizado na Avenida Faria Lima, em São Paulo.
- As investigações identificaram apenas contaminações pontuais em algumas gestoras de recursos.
- As operações Carbono Oculto, Quasar e Tank envolveram 1.400 agentes em dez estados, focando em fundos de investimento com vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
- A Receita Federal encontrou pelo menos 40 fundos fechados, com patrimônio estimado em R$ 30 bilhões, usados para ocultação patrimonial e movimentação de recursos ilícitos.
- As ações da Polícia Federal incluíram busca e apreensão na sede da Reag Investimentos e em outros locais, visando diferenciar casos isolados de uma crise mais ampla no mercado financeiro.
Durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (28), o auditor fiscal da Receita Federal, Cláudio Ferrer, esclareceu que não há indícios de atuação sistêmica do crime organizado na Avenida Faria Lima, em São Paulo. Ele destacou que as investigações revelaram apenas contaminações pontuais em algumas gestoras de recursos, que utilizam o sistema financeiro para lavagem de dinheiro.
As operações Carbono Oculto, Quasar e Tank, que mobilizaram 1.400 agentes em ações simultâneas em dez estados, visaram fundos de investimento com sede na Faria Lima, alguns dos quais têm vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A Receita Federal identificou pelo menos 40 fundos fechados com estrutura em cascata, totalizando um patrimônio estimado em R$ 30 bilhões, utilizados para ocultação patrimonial e movimentação de recursos ilícitos.
Ferrer enfatizou que as investigações estão focadas em agentes específicos e não no ecossistema financeiro como um todo. As ações da Polícia Federal incluíram busca e apreensão na sede da Reag Investimentos, além de alvos como postos de combustíveis, refinarias, transportadoras e fintechs. A Receita busca diferenciar casos isolados de uma possível crise mais ampla no mercado financeiro.
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