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Soldados retidos na Colômbia são liberados após negociações bem-sucedidas

Soldados foram liberados após mediação da defensora do povo e da OEA; comunidade exige esclarecimentos sobre mortes em confronto recente

Forças armadas da Colômbia, em Guaviare, em agosto de 2016 (Foto: Fernando Vergara/AP)
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  • Os 34 soldados retidos pela comunidade de El Retorno, em Guaviare, foram liberados após mediação da defensora do povo, Iris Marín, e da Organização dos Estados Americanos (OEA).
  • A retenção ocorreu após um confronto com disidências das FARC, que resultou na morte de vários membros do grupo.
  • O confronto começou na segunda-feira, envolvendo uma facção armada liderada por Iván Mordisco, onde dez integrantes da disidência foram mortos, incluindo um menor de idade e Willington Vanegas Leyva, conhecido como Dumar.
  • A comunidade exigiu esclarecimentos sobre as mortes, incluindo a de Ramiro Correa Ortiz, um líder local sem vínculos com grupos armados.
  • O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, classificou a retenção como sequestro, enquanto o prefeito de El Retorno, Jhonny Casanova, defendeu a comunidade, pedindo que não fosse estigmatizada.

Os 34 soldados que estavam retidos pela comunidade de El Retorno, em Guaviare, foram liberados na noite de quinta-feira, após mediação da defensora do povo, Iris Marín, e da Organização dos Estados Americanos (OEA). A retenção ocorreu após um confronto com disidências das FARC, que resultou na morte de vários membros do grupo.

O incidente teve início na segunda-feira, quando os militares se envolveram em um confronto com uma facção armada liderada por Iván Mordisco. Durante a operação, 10 integrantes da disidência foram mortos, incluindo um menor de idade e Willington Vanegas Leyva, conhecido como Dumar, um dos principais líderes da região. Após o confronto, a comunidade impediu a saída dos soldados, exigindo esclarecimentos sobre as mortes, incluindo a de Ramiro Correa Ortiz, um líder local sem vínculos com grupos armados.

O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, classificou a retenção como um sequestro, afirmando que os militares estavam sob coação. Em contrapartida, o prefeito de El Retorno, Jhonny Casanova, defendeu a comunidade, afirmando que não houve sequestro e pedindo que não se estigmatizasse a população local. A mediação de Marín e da OEA foi crucial para a resolução do impasse, permitindo a retirada dos soldados da área.

A defensora do povo fez um apelo para que a comunidade não fosse estigmatizada, ressaltando que El Retorno tem enfrentado décadas de conflito. A situação continua a ser monitorada, e as autoridades locais buscam um diálogo para esclarecer os acontecimentos recentes.

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