- Hytalo Santos e Israel Natã Vicente foram transferidos para um presídio em João Pessoa, Paraíba, nesta quinta-feira, 28 de agosto.
- O casal está preso desde 15 de agosto, investigado por exploração sexual de menores e tráfico humano.
- A transferência foi autorizada pela Justiça de São Paulo, onde estavam detidos, para evitar a destruição de provas e a intimidação de testemunhas.
- Após a chegada à Paraíba, eles passarão por exame de corpo de delito e, em seguida, serão alocados na Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, que enfrenta problemas de superlotação.
- A Promotoria já identificou questões estruturais na unidade prisional, como precariedade no atendimento médico e falta de manutenção em equipamentos de segurança.
Hytalo Santos e Israel Natã Vicente, influenciadores digitais, foram transferidos nesta quinta-feira (28) para um presídio em João Pessoa, Paraíba. O casal está preso desde 15 de agosto, investigado por exploração sexual de menores e tráfico humano, com denúncias do Ministério Público da Paraíba.
A transferência ocorreu às 10h45, quando deixaram o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, em São Paulo. Eles embarcaram em um voo comercial com destino a João Pessoa, acompanhados por dois policiais civis. A chegada está prevista para as 17h. A Justiça de São Paulo autorizou a mudança, considerando que a investigação foi conduzida pela polícia paraibana.
Hytalo e Israel foram presos em Carapicuíba, na Grande São Paulo, para evitar a destruição de provas e a intimidação de testemunhas. A Promotoria já havia alertado sobre possíveis ações de obstrução da investigação por parte do influenciador. Hytalo é acusado de explorar a imagem de adolescentes em suas produções nas redes sociais, o que configura exploração sexual e trabalho infantil irregular.
Após a chegada à capital paraibana, o casal será submetido a um exame de corpo de delito no Instituto de Polícia Científica. Em seguida, serão encaminhados para a Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, conhecida como Róger, que abriga presos provisórios do sexo masculino. A unidade é marcada por superlotação, com 890 detentos para uma capacidade de 700.
A situação no presídio é complexa, com desafios estruturais e de atendimento aos presos. A Promotoria já havia identificado problemas, como a precariedade do consultório médico e a falta de manutenção em equipamentos de segurança. A direção da unidade se comprometeu a melhorar as condições.
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