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Tornozeleira de bolsonarista apita durante parto e Moraes solicita esclarecimentos

Bismark Fugazza enfrenta problemas com tornozeleira eletrônica durante o parto do filho, gerando desconforto e pedidos de apuração sobre falhas no monitoramento

Influencer bolsonarista Bismark Fugazza (Foto: Reprodução/Canal Hipócritas)
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  • Bismark Fugazza, youtuber bolsonarista, enfrentou constrangimento no hospital durante o parto do filho devido à tornozeleira eletrônica que utiliza desde 2023.
  • O equipamento disparou alarmes constantes, perturbando a mãe e o recém-nascido, mesmo com autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, para acompanhar o nascimento em Balneário Camboriú, Santa Catarina.
  • A defesa de Fugazza relatou que os alarmes deveriam ter sido desativados, mas continuaram ativos, causando desconforto. Ele descreveu a situação como “tortura” em mensagens a uma assistente social.
  • A Secretaria de Justiça de Santa Catarina informou que não foi notificada sobre a autorização do STF, o que impediu ajustes no monitoramento da tornozeleira.
  • O caso será enviado à Procuradoria-Geral da República após apuração inicial. Fugazza cumpre medidas restritivas, incluindo o uso da tornozeleira e a proibição de contato com outros investigados.

Bismark Fugazza, youtuber bolsonarista, enfrenta constrangimento no hospital durante o parto do filho devido à tornozeleira eletrônica que usa desde 2023. Apesar de ter sido autorizado pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, a acompanhar o nascimento em Balneário Camboriú (SC), o equipamento disparou alarmes constantes, perturbando a mãe e o recém-nascido.

A defesa de Fugazza relatou que os alarmes da tornozeleira, que deveriam ser desativados durante a autorização judicial, continuaram ativos, causando desconforto. Em mensagens a uma assistente social, o influenciador descreveu a situação como “tortura”, afirmando que o equipamento acordava seu filho a cada poucos minutos.

Fugazza, que ficou conhecido por seu canal Hipócritas, está sob medidas cautelares desde 2023, após ser preso por incitar atos golpistas nas eleições de 2022. Ele foi mencionado em delações que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro. A defesa pediu apuração sobre a falha no monitoramento da tornozeleira, enquanto Moraes exigiu esclarecimentos da Secretaria de Justiça de Santa Catarina.

A Secretaria informou que não foi notificada sobre a autorização do STF, o que impediu ajustes no sistema de monitoramento. Fugazza, por sua vez, nega ter rompido o equipamento e afirma que fotos foram tiradas para comprovar que a tornozeleira não havia sido danificada. O caso será enviado à Procuradoria-Geral da República após a apuração inicial.

Fugazza, que obteve liberdade provisória em junho de 2023, cumpre medidas restritivas, incluindo o uso da tornozeleira eletrônica e a proibição de contato com outros investigados. Ele foi preso em março de 2023, após ser localizado no Paraguai, e sua situação continua a ser monitorada pelo STF.

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