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Zambada tem bens de R$ 15 bilhões confiscados, mas valor é difícil de recuperar

Ismael Zambada aceita acordo nos EUA e revela ativos, marcando uma nova estratégia no combate ao crime organizado e suas consequências financeiras

Esboço do julgamento de 'El Mayo' Zambada, 25 de agosto. (Foto: REUTERS)
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  • Ismael “El Mayo” Zambada, líder do Cartel de Sinaloa, aceitou um acordo de culpabilidade nos Estados Unidos.
  • Ele concordou em pagar $ 15 bilhões e cumprir prisão perpétua, além de revelar seus ativos.
  • O valor representa uma estimativa dos lucros do cartel ao longo de cinquenta anos.
  • Especialistas afirmam que o acordo envia uma mensagem a outros criminosos sobre os benefícios da rendição.
  • A presidente Claudia Sheinbaum sugeriu que parte dos recursos confiscados seja destinada à população afetada pelo narcotráfico no México.

Ismael “El Mayo” Zambada, líder do Cartel de Sinaloa, aceitou um acordo de culpabilidade nos Estados Unidos, concordando em pagar US$ 15 bilhões e cumprir prisão perpétua. O acordo, que inclui a revelação de seus ativos, foi firmado em meio a acusações de extorsão e operação de uma organização criminosa.

O valor de US$ 15 bilhões representa uma estimativa dos lucros gerados pelo cartel sob sua liderança ao longo de cinquenta anos. Especialistas acreditam que essa quantia, embora impressionante, pode não ser recuperável na prática. O juiz responsável pelo caso, Brian Cogan, já havia imposto uma pena similar a Joaquín “El Chapo” Guzmán, que foi condenado a pagar US$ 12,6 bilhões.

O advogado Luis Pérez de Acha, especialista em lavagem de dinheiro, explica que a quantia exorbitante é uma estratégia legal para pressionar Zambada a revelar todos os seus bens. Se ele não cumprir, o governo dos EUA poderá confiscar qualquer propriedade até atingir o valor da dívida.

Mensagem para o Crime Organizado

O acordo de Zambada é visto como uma mensagem clara para outros criminosos: é mais vantajoso se entregar do que ser capturado. O professor Víctor Manuel Sánchez Valdés destaca que a situação de Zambada contrasta com a de Joaquín Guzmán López, filho de El Chapo, que permanece em silêncio após sua rendição.

Durante uma coletiva de imprensa, a presidente Claudia Sheinbaum comentou que, embora os cálculos do Departamento de Justiça não garantam a recuperação dos valores, seria justo que uma parte dos recursos confiscados fosse destinada à população afetada pelo narcotráfico no México.

A complexidade em quantificar as fortunas dos chefes do tráfico é notável. Zambada, que foi capturado em circunstâncias controversas, pode ter aceitado o acordo para evitar consequências mais severas. A situação atual do cartel e as implicações do acordo de Zambada continuam a ser monitoradas de perto pelas autoridades.

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